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Guedes chama petistas que prometem revogar reformas de 'mentores da destruição de empregos'

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta segunda-feira (16) que os petistas são "mentores da destruição de empregos". Guedes usou essa expressão ao comentar a possibilidade de reformas como a trabalhista serem revogadas em um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro discursava na cerimônia de abertura da Apas Show, evento da Associação Paulista de Supermercados, e falava em medidas adotadas pelo governo federal em uma tentativa de estimular a economia. Ele foi interrompido por uma pessoa que disse que "o PT destrói empregos" e concordou.

"Destrói empregos também, claro. Se eles querem desfazer todas as reformas que nós estamos fazendo, eles são os principais mentores da destruição de empregos", disse o ministro.

Paulo Guedes não explicou sobre quais reformas ele estava falando. Lula defende a revogação do teto de gastos e já chegou a mencionar a revogação da reforma trabalhista, mas depois voltou atrás e defendeu uma revisão. As duas medidas, porém, foram aprovadas durante o governo de Michel Temer (MDB).

Além das reformas, Guedes defendeu medidas como isenção de IPI e afirmou que o Brasil está em uma posição privilegiada para crescer economicamente.

Segundo ele, a guerra na Ucrânia abriu espaço para o Brasil porque ficou claro que é necessário privilegiar importações de países que estão geograficamente próximos e que são "amigos" em questões diplomáticas, o que, de acordo com o ministro, traz vantagens para o Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou no mesmo evento, quando ele voltou a criticar os lucros da Petrobras ter registrado lucro de R$ 44,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

"Todos têm que ter consciência, apertar o cinto, salvar o Brasil como fizeram todas as petrolíferas do mundo. Diminuíram seu lucro. Exceto a Petrobras Futebol Clube. Essa está preocupada em ser a campeã do mundo", disse Bolsonaro.

O presidente ainda completou: "Enquanto nós pensamos em ser campeão brasileiro, a Petrobras quer ser campeã do mundo. Nada contra a empresa ter lucro. Tem que ter lucro, senão não existe mercado livre, não existe democracia. Ser contra o capitalismo, a gente sabe que isso não dá certo."

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