Guedes enfatizou que, com a proposta, mais de 5 milhões de empresas vão pagar menos impostos, assim como 32 milhões de declarantes assalariados. Por outro lado, com a inclusão da impostos sobre dividendos, a ideia do governo, de acordo com ele, é o de tributar o rendimento de capital. Há 25 anos, reforçou nesta quinta, esses investidores não pagavam impostos.
"Na Previdência, ( o governo ) fabricava desigualdades. No crédito público, dando dinheiro para campeões nacionais, fabricava desigualdades. Essa foi a primeira recuperação econômica em 48%, que foi para pequenas e medias empresas. No regime tributário também fabrica dificuldades, justamente quem ganha mais e vivia de rendimentos não pagava impostos", disse o ministro.
Guedes aproveitou para agradecer "ao excelente trabalho de coordenação" feito na Câmara pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), e também a atuação do relator da matéria, Celso Sabino (PSDB-PA).
Ele acrescentou que o governo está ciente de que o projeto pode sofrer alterações, e não ser aprovado na íntegra. "Da mesma forma que aconteceu na reforma da Previdência. Isso é a democracia. Você chega com a proposta e sofre alteração", comparou, lembrando que até partidos da oposição fizeram mudanças no texto original, mas que o resultado foi de uma votação expressiva.
O ministro considerou ainda que, após passar pela Câmara, o texto ainda seja objetivo de revisões. "Ainda é possível que haja um ajuste ou outro porque agora vai para o Senado. Vivemos em democracia, aceitamos sempre resultado do Congresso", garantiu.

