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Meirelles: previsão de crescimento de 2% no último trimestre atrai estrangeiros

DAVOS - Na Suíça para o encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os investidores estão atentos ao crescimento do Brasil e que há mais disposição dos investidores internacionais para aportar recursos no Brasil. “Estou sentindo um ambiente favorável para o Brasil”, afirmou o ministro nesta terça-feira, no primeiro dia da conferência.

— Existe mais disposição para investir no Brasil. Os investidores prestaram a atenção em duas questões básicas — disse, elencando: — Primeiro, a previsão de que o país vai estar crescendo neste trimestre e que mesmo que a comparação da média de PIB em 2017 com 2016 seja baixa, o crescimento durante o ano, isto é, de dezembro de 2017 comparado com dezembro de 2016, ou do último trimestre de cada ano, é um crescimento grande, de 2%. E um crescimento ainda maior em 2018.

A expansão de 2% da atividade econômica no fim deste ano contra o mesmo período do ano passado é uma estimativa do governo, que o ministro já havia mencionado ontem. Hoje, em rápida entrevista, o ministro destacou o pacote de medidas microeconômicas anunciadas pelo governo Temer, após destacar, ontem, o sucesso do Planalto em aprovar a PEC do teto dos gastos.

— E além do mais ficaram impressionados com a longa lista de medidas microeconômicas: regularização tributária, eliminação de burocracia, facilitação de crédito, faciltação de pagamento de impostos. Em resumo, foi uma resposta positiva. Estou sentindo um ambiente favorável para o Brasil.

Ontem, Meirelles, já teve uma agenda intensas, incluindo encontros bilaterais. O ministro conversou com os presidentes do UBS, Axel W. Weber, e do Lloyd´s, John Nelson. É a décima participação de Meirelles no encontro.

Em entrevista, o ministro destacou que os investidores prestaram uma atenção particular ao fato de o governo Michel Temer já ter conseguido em pouco tempo aprovar projetos importantes no Congresso como a proposta de emenda à Constituição (PEC) que fixa um teto para os gastos públicos.

Sobre a recessão de 2016, que segundo o ministro ficará em 3,5%, Meirelles afirmou em conversa com jornalistas que isso foi algo herdado em função de uma sequência de erros na condução da economia. Ele também comentou a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de reduzir para 0,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2017.

— É uma recessão que herdamos, que foi construída nos últimos anos. O FMI deixou claro que a menor previsão é porque a queda de 2016 foi maior do que se esperava — disse Meirelles, acrescentando:

— Mas no primeiro trimestre já vamos ver um crescimento. E esperamos que o último trimestre de 2017 apresente um crescimento de 2% em relação ao mesmo período em 2016.

O ministro disse que já percebeu em Davos uma forte demanda dos investidores em relação a informações sobre o Brasil:

— Esse é apenas o primeiro dia e já tivemos conversas importantes. Tivemos dificuldade de acomodar todos os pedidos na agenda. Há muito interesse em relação ao Brasil, um número enorme de pedidos que não teremos condições de atender porque o dia só tem 24 horas.

Meirelles classificou a recessão econômica como “inaceitável” e ao ser perguntado sobre o que diria para um trabalhador que está desempregado hoje afirmou que o governo está trabalhando para reverter o cenário:

— É uma crise que herdamos. É uma recessão profunda, inaceitável e estamos fazendo tudo para que o Brasil volte a crescer. Foi uma recessão decorrente de uma série de erros macroeconômicos. O que tem que ser feito está sendo feito. Está terminando.

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