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Saída de Temer seria positiva se ajudasse nas reformas, diz economista do Santander

BOADILLA DEL MONTE (Espanha) - Economista-chefe do Santander, Mauricio Molon afirmou nesta sexta-feira que, m eventual troca de presidente no Brasil neste momento, dependendo da forma como for feito, pode até ser positivo caso seja alguém capaz de promover reformas. Isso porque o mercado financeiro já trabalha com um ambiente político em que as reformas serão realizadas, mas com atrasos. No Brasil, há rumores de uma saída do presidente Michel Temer e que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiria no lugar.

— Esse tipo de coisa depende da forma como é feito. Hoje tem um ambiente político que não permite grande otimismo com reformas a curto prazo. (...) Se houver uma mudança que traga um Executivo com capacidade e vontade de fazer reformas pode ser até positivo — disse o economista, ao participar do XVI Encontro Santander América Latina, na Cidade Financeira, sede do banco nos arredores de Madri.

A crise política que afeta o país desde maio — desencadeada pela delação do dono do grupo JBS, Wesley Batista, e divulgada pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim — não teve até agora impacto forte no comportamento do risco país, segundo o economista-chefe do Banco Santander, Mauricio Molon. O risco país atribuído ao Brasil pelos investidores pode ser medido pelo CDS (Credit Default Swap, espécie de seguro contra calote da dívida).

— Com o aumento da incerteza política, o CDS começou uma alta pequena. Mas até agora não vemos impacto substancial, impacto forte da crise política — afirmou.

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