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Sim, ainda se joga Pokémon Go

Como já aconteceu no Halloween e no Natal, jogadores de Pokémon Go foram surpreendidos, essa semana, com mais um evento especial. Em comemoração ao , o Dia dos Namorados, que no Hemisfério Norte cai em 14 de fevereiro, criaturas cor-de-rosa apareceram em quantidade, balinhas foram distribuídas em dobro em todas as circunstâncias em que são atribuídas e módulos de atração, os , que lançam chuvas de coraçõezinhos dos e normalmente têm duração de 30 minutos, passaram a valer seis horas. Se você joga Pokémon Go e andava sem estímulo, anime-se e tente a sorte: o evento termina amanhã à noite.

Sim, pois é, ainda há quem jogue Pokémon Go — e eu estou na lista. Depois da febre inicial, o nível de envolvimento desceu a um patamar mais razoável, e o faturamento da Niantic, que chegou a U$ 18 milhões por dia, caiu para U$ 2 milhões; continua sendo um bom resultado, mas deixou de ser um espanto. No todo, a brincadeira rendeu até agora cerca de U$ 1 bilhão para os criadores, obtidos com a venda de mais espaço para a acumulação de acessórios nas mochilas virtuais dos jogadores, e de elementos que turbinam o game, como incenso para atrair monstrinhos, ovos da sorte ou chocadeiras.

No entanto, a Niantic precisa fazer algo além de eventos especiais se quiser manter o interesse (e os dólares) do seu público. Desde o lançamento, em julho passado, o número de personagens disponíveis pouco se alterou, e o jogo caiu na mesmice. No especial de Natal, a promessa de 100 novos pokémons renovou esperanças, mas deles apenas oito se materializaram, e ainda assim com altos graus de dificuldade. Há pouca variedade, com as mesmas criaturinhas reaparecendo continuamente, e muitos que negam recursos a quem passa por eles de carro — , resposta padrão nesses pontos vazios, virou uma das frases mais odiadas por jogadores. Eles acusam a Niantic de fazer jogo duro para forçá-los a gastar mais dinheiro, seja na compra de bolas, seja na de chocadeiras, necessárias para obter alguns pokémons raros que não se encontram de outra maneira.

Até mesmo esse evento de Dia dos Namorados deixa a desejar: não há uma abundância de personagens difíceis, como aconteceu no Halloween, em que Gastly, Haunter e Gengar puderam ser capturados às dúzias. As criaturinhas rosas, ainda que estejam aparecendo em maior quantidade do que de hábito, são, em sua maioria, as de sempre — no meu caso, por exemplo, muitos Slowpoke, Clefairy e Jigglypuff, um Porygon saído de um ovo e apenas um solitário Lickytung, que muito apreciei, mas nem sombra de Chansey ou Smoochum.

A turma que se distrai investigando cada novo informa, porém, que, aparentemente, a Niantic não está parada. Durante o fim de semana mesmo foram encontradas pistas de novidades prontas para entrar no ar, identificadas através dos números e nomes dos novos pokémons embutidos no código fonte. Há quem aposte no fim do evento de Dia dos Namorados para a estreia da nova fase, mas nas páginas sobre o game, muito frequentadas pelos fãs, acredita-se numa data mais longínqua, o início da primavera no Hemisfério Norte. Afinal, a ideia básica do Pokémon Go é tirar as pessoas de casa, e não faria sentido criar incentivos para isso agora, no auge do inverno: melhor esperar um pouco, e aproveitar a euforia do tempo bom para soltar os bichos.

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