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Taxa extra na conta de luz vai ficar mais cara

Taxa extra na conta de luz vai ficar mais cara
Taxa extra na conta de luz vai ficar mais cara

BRASÍLIA — A Agência Nacional de Energia Elétrica () aprovou, nesta terça-feira, um aumento de 42,8% na cobrada nas quando a bandeira vermelha no patamar 2 é acionada. A decisão já valerá para o mês de novembro, quando essa bandeira deve continuar em vigor. A taxa extra na conta de luz cobrada nesse caso sairá de uma cobrança de R$ 3,50 para R$ 5 a cada 100 kilowatts-hora consumidos.

Apesar de já entrar em vigor, a decisão da Aneel ainda passará por audiência pública — em seguida, os diretores da agência voltarão a se reunir para tomar uma decisão final sobre o assunto. A decisão da agência de energia elétrica foi tomada por conta do baixo nível dos reservatórios, que estão em patamares mais baixos que o registrado durante o racionamento de 2001.

Como O GLOBO mostrou na edição desta terça-feira, o uso de usinas térmicas afasta o risco de racionamento, mas deixa a conta de luz mais cara. Com a decisão da Aneel, a bandeira tarifária amarela passará de R$ 2 para R$ 1 para cada 100 kilowatts-hora consumidos. A bandeira vermelha patamar 1 continuará em R$ 3.

O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração de eletricidade.

Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas.

A Aneel argumenta que a conta das bandeiras em 2017 está deficitária. Ou seja, o valor arrecadado com o sistema, que aplica uma taxa extra nas contas de luz, não está sendo suficiente para cobrir a alta no custo da geração de energia provocada pelo uso mais intenso das termelétricas. Por isso, a decisão de aumentar o preço das bandeiras antes de quando ocorre normalmente, no início do ano.

Além de mudar a taxa extra das bandeiras, a Aneel fez uma mudanças na forma como esse sistema é acionado. Atualmente, o acionamento do sistema é muito sensível aos preços no curto prazo e a previsão das chuvas para as semanas seguintes. Agora, a Aneel vai deixar esse modelo mais suscetível ao nível dos reservatórios — que levam o governo a acionar mais térmicas — e, assim, dar um sinal mais claro ao consumidor sobre o real custo da bandeira.

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