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Tomate cai 23% e ajuda a segurar inflação no Rio

RIO - O carioca viu o tomate ir de vilão a mocinho da inflação em agosto. O produto foi um dos principais responsáveis por manter os preços, em média, praticamente estáveis no Rio. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, o item ficou 23,64% mais barato no mês passado, após ter subido 27,47% em julho. Assim, ajudou o IPCA da Região Metropolitana a ficar estável, com alta de 0,02%.

Além do tomate, contribuiu para o resultado do Rio a forte queda nas passagens aéres, cujo preço recuou 18,95%. Este item é muito volátil e costuma ter variação intensa quase mensalmente, dependendo do período de férias e grandes eventos, por exemplo. Já o o leite longa vida, que já vinha em queda, recuou 7,81% em agosto. Para se ter uma ideia: não fosse a queda da passagem aérea, do tomate e do leite longa vida, o índice no Rio teria sido de 0,25%, em vez de 0,02%.

Se as compras no supermercado pesaram menos no bolso, foi na bomba de gasolina que o carioca sentiu mais. O combustível ficou 5,2% mais caro em agosto, e foi a principal alta do mês. O aumento é resultado da alíquota maior de PIS/Cofins sobre os combustíveis, anunciada no fim de julho pelo governo.

Mas o efeito do imposto na cidade foi menor que em outras partes do país: em Recife, a gasolina chegou a aumentar 15,24% e, em Curitiba, subiu 13,15%. A alta no Rio só foi maior que a registrada em três regiões metropolitanas: Belém (4,04%), Salvador (2,29%) e Fortaleza (2,02%). Na média nacional, a alta foi de 7,19%.

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