A Comissão de Apoio ao Enfrentamento das Condições de Qualidade do Ar da Universidade Federal do Amazonas recomendou à administração superior a suspensão das atividades presenciais nos campi de Manaus e de Itacoatiara nesta segunda e terça-feira (19 e 20 de outubro), diante da piora da fumaça provocada pelas queimadas que atingem o estado. A recomendação foi publicada em nota técnica no fim de semana e levou a universidade a interromper aulas e demais atividades presenciais nas duas unidades durante o período indicado.
O levantamento que fundamentou a decisão apontou média de material particulado fino acima de 100 microgramas por metro cúbico de ar nos últimos sete dias em Manaus, com picos que chegaram a 260 microgramas por metro cúbico na última sexta-feira, e média ainda mais alta em Itacoatiara. Para a comissão, os números configuram exposição contínua a níveis "muito ruins" ou "péssimos", quadro que, segundo a previsão, poderia se agravar nos dias seguintes.
A comissão é formada por 18 integrantes e presidida pelo diretor do Centro de Ciências do Ambiente da Ufam. Entre as orientações à comunidade acadêmica estão evitar atividades físicas ao ar livre, manter ambientes fechados nos horários de pico de fumaça e usar máscaras do tipo PFF2 ou N95 em deslocamentos pela cidade. A universidade também recomendou que pessoas com sintomas como falta de ar, chiado no peito ou dor no peito procurem atendimento médico, priorizando unidades básicas de saúde em casos leves e unidades de pronto-atendimento em casos mais graves.
A medida acompanha decisões semelhantes de outras instituições de ensino do Amazonas durante a atual onda de fumaça, que também levou à suspensão de aulas na rede estadual e na rede municipal de Manaus e na Universidade do Estado do Amazonas. A Ufam orienta a comunidade acadêmica a acompanhar os boletins diários de qualidade do ar e eventuais atualizações sobre o retorno das atividades presenciais pelos canais oficiais da universidade.
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