O governo da China afirmou que trabalhará para que a relação com o Brasil continue avançando caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente. A sinalização de Pequim ocorre a poucas semanas do segundo turno, em que o candidato do PL enfrenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de os dois terminarem a primeira etapa com 47,03% e 45,16% dos votos válidos, respectivamente.
A manifestação chinesa vem em meio a dúvidas sobre a política externa de um eventual governo Flávio. O senador diz que adotaria uma relação pragmática do ponto de vista econômico com a China e que o Brasil não precisa escolher entre Pequim e Washington, mas mantém proximidade pública com o presidente americano, Donald Trump. Analistas apontam que o maior desafio seria conciliar um alinhamento maior com os Estados Unidos e a preservação dos laços econômicos com os chineses.
O recado de Pequim também reflete o peso da parceria: a China é a maior parceira comercial do Brasil desde 2009, e o país foi o principal destino mundial dos investimentos chineses em 2025. Nos bastidores, interlocutores do governo chinês avaliam que a relação é estratégica e de benefício mútuo de longo prazo, portanto pouco vulnerável a revezes imediatos, e destacam como crucial a permanência do Brasil no Brics.
Aviso