O basquete de rua tem chances reais de ser mais uma novidade nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. O comitê executivo do COI finalizará, na próxima semana, a lista de eventos que valerão medalha na próxima Olimpíada, e vê com bons olhos a inclusão da modalidade 3 contra 3.
Para o secretário-geral da Federação Internacional de Basquete (Fiba), Patrick Baumann, a inclusão de esportes como skate e escalada criou um contexto propício à entrada do basquete de rua, normalmente disputado em ambientes abertos e com trios. Trata-se de uma variação do basquete tradicional, que é praticado em ginásio fechado e com cinco jogadores de cada lado.
— Agora existe umde esportes urbanos. Acreditamos que o melhor esporte urbano coletivo é o basquete 3 contra 3. Certamente se encaixaria perfeitamente — afirmou Baumann à agência de notícias “AP”.
Apesar da origem comum com o basquete tradicional, o basquete de rua tem um circuito global desenvolvido à parte e apresenta diferenças importantes no ritmo de jogo e atribuições táticas dos atletas. Fernando Medeiros, que viaja para a China em agosto para disputar o Jump 10, maior torneio de basquete de rua na modalidade 5 contra 5, vê diferenças importantes na variação com três jogadores.
— A possibilidade de que a modalidade entre na Olimpíada vai elevar ainda mais a capacidade de profissionalização do esporte. O importante, agora, é começarmos a formar atletas especificamente para 3 contra 3. Hoje, atletas do 5 contra 5 tradicional migram para o 3 contra 3, mas a dinâmica de jogo é totalmente diferente — avalia Fernando.
A ideia de incluir o basquete de rua no programa olímpico se encaixa na busca do COI por tornar as Olimpíadas mais atraentes para o público jovem. O comitê, porém, não planeja extrapolar o limite de 310 disputas de medalha e cerca de 11 mil atletas na totalidade dos Jogos Olímpicos. Assim, é provável que outros esportes sejam enxugados caso o COI abra espaço ao basquete de rua.
O comitê executivo do COI se reunirá no dia 9 de junho, em Lausanne, com o propósito original de debater a escolha das sedes para as Olimpíadas de 2024 e 2028. O próprio COI admitiu, em nota, que aproveitará o encontro para discutir possíveis entradas de modalidades no programa olímpico.

