O Fluminense tem pressa. Ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com apenas nove pontos em nove rodadas. E conta com a estreia de Luxemburgo, nesta quarta-feira, diante do Cruzeiro, a partir das 19h30, no Maracanã, para começar a reação.
Demitido do Grêmio no mês passado, após fracassar no Campeonato Gaúcho e na Libertadores, Luxemburgo teve um dia intenso na terça-feira. Na entrevista coletiva no fim da tarde, demonstrou bom humor e teve de explicar aos torcedores como vai ser a sua relação com seu time de coração, o Flamengo, durante a permanência no rival Fluminense - o contrato assinado vale até o final do ano e não haverá multa em caso de rescisão. "Não vou abrir mão de ser flamenguista e quero dar 'porrada' neles. Vou 'sapecar' como fiz quando estava no Santos. Conquistei alguns títulos derrotando o Flamengo", lembrou o treinador.
Ele ganhou uma disputa que parecia já definida por questões óbvias. O poderoso patrocinador do Fluminense queria Luxemburgo para o lugar de Abel Braga. Já a diretoria do clube preferia Ney Franco ou Cristóvão Borges. Prevaleceu a lógica: manda quem paga. E o salário do novo técnico vai ser de responsabilidade da empresa de saúde que estampa o nome na camisa do time.
Para enfrentar o Cruzeiro, Luxemburgo fez apenas uma mudança com relação à equipe que Abel Braga vinha escalando: trocou o zagueiro Digão por Leandro Euzébio. No treino, o novo técnico recebeu o apoio da maioria dos torcedores - cerca de 400, ao todo - que ocupavam a arquibancada do estádio do Fluminense. Alguns o aplaudiram, outros tentaram contagiar os demais com cânticos de incentivo. O frio nas Laranjeiras, no entanto, deixou boa parte deles apenas em estado de observação - pareciam mais preocupados em fugir do vento e da queda de temperatura.

