Pacquiao se via extremamente pressionado depois de duas derrotas consecutivas em 2012, para Timothy Bradley e Juan Manuel Márquez e uma derrota neste domingo poderia até colocar fim na vitoriosa carreira do filipino, que chegou a ficar invicto por sete anos e detém agora o recorde de 55 vitórias (com 38 nocautes), cinco derrotas e dois empates.
O triunfo, no entanto, pode resultar no combate que todos no mundo do boxe esperam ver há alguns anos. O empresário Bob Arum havia anunciado que em caso de triunfo Pacquiao poderia finalmente enfrentar o norte-americano Floyd Mayweather - o promotor garante que a bolsa dos pugilistas poderá atingir marca exorbitante de US$ 300 milhões.
A luta deste domingo ainda tinha um fator especial para o pugilista, já que seu país sofreu recentemente com a passagem do tufão Hayian, tragédia que vitimou milhares de seus compatriotas. "Essa vitória não é sobre minha superação. Ela é um símbolo da superação do meu povo de um desastre natural e uma tragédia nacional", resumiu o filipino.
Pacquiao começou o combate impondo seu ritmo e chegou a ver o oponente cair logo no primeiro assalto, mas o árbitro viu como um escorregão do norte-americano. Rios se encontrou do quarto round para frente e equilibrou o duelo, mas a superioridade do filipino ainda era evidente e culminou na decisão unânime dos juízes.

