"Ainda não caiu a ficha de ser o atual campeão mundial porque não mudou nada na minha vida. Estou com uma tristeza transfigurada, quase depressão, e às vezes sinto uma grande vontade de jogar tudo para o ar", escreveu Isaquias.
O canoísta acusa o pagamento de R$ 20 mil a seu ex-técnico pelo título conquistado em 2011, no Mundial Júnior, mas garante não ter recebido qualquer valor de premiação. "O presidente (da CBCa, João Tomasini) me levou para comer no McDonald’s", contou.
Isaquias também reclamou das condições do CT da canoagem, que está localizado nas proximidades da Represa de Guarapiranga, em São Paulo. Lembrou ainda que metade da equipe que viajou para Duisburg (quatro atletas do caiaque) precisou custear a participação no torneio com recursos próprios.
"Agora vou esperar a punição que a Confederação Brasileira me dará por dizer a verdade e ficarei na eterna espera pelo reconhecimento em dinheiro das minhas medalhas", criticou Isaquias.
A CBCa informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o presidente João Tomasini está viajando e que um posicionamento oficial sobre as declarações do atleta será dado nesta quinta-feira.

