De acordo com o relatório do TCU, parte dessa elevação do preço pode estar relacionada a mudanças na "concepção original" do projeto, mas "a excessiva variação evidencia a falha de planejamento", escreveu o relator, ministro Raimundo Carneiro. O tribunal analisou a etapa em execução da construção (a segunda das três previstas), orçada em R$ 15 milhões e realizada pela Galcon Construções e Participações Ltda.. Nesta fase, estão previstas as obras de fundações, estrutura e alvenaria.
Outro problema apontado pelo relatório do TCU é que, pelo contrato, a obra deveria estar sendo realizada em três turnos, e não dois, como tem sido, "o que gera risco do empreendimento não estar concluído no prazo". Mas o relator fez a ressalva: "Apesar dos riscos de atraso, notou-se que a contratada conseguiu cumprir as etapas previstas no cronograma físico no primeiro mês de execução".
Os valores na planilha orçamentária, segundo o TCU, foram subestimados, e isso poderia resultar em aditivos contratuais, o que elevaria ainda mais o custo.
ATRASO - O TCU também verificou "atrasos injustificáveis" nas obras para construção do complexo esportivo de Deodoro, na zona oeste do Rio, que vai receber a disputa de sete modalidades nos Jogos de 2016. Segundo o tribunal, "em alguns casos, as obras terão conclusão posterior à realização dos eventos-teste previstos pelo COI".

