O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se na terça-feira, 23, em Brasília (DF), com o diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura, Ibiapaba Netto. O objetivo foi discutir desafios do setor brasileiro de suco de laranja e perspectivas de abertura de novos mercados, informou o ministério em comunicado.
Durante a reunião, segundo o comunicado, o ministro destacou a importância do diálogo com o setor e da atuação conjunta para ampliar a presença de produtos brasileiros em mercados estratégicos.
"Temos boas oportunidades pela frente, e é muito importante manter esse diálogo, alinhando estratégias com a nossa equipe. Quero reiterar o nosso completo envolvimento, a nossa disponibilidade e a nossa vontade de estar ao lado de vocês na conquista de mercados importantes", disse o ministro.
Ibiapaba Netto reforçou o interesse do setor citrícola na abertura de novas oportunidades comerciais, especialmente em mercados abrangidos por acordos como Mercosul-Japão e Mercosul-Coreia do Sul.
Segundo ele, Japão e Coreia do Sul são estratégicos para produtores brasileiros que buscam ampliar alternativas de exportação. "Tivemos recordes em 2022, 2023, 2024 e 2025 e agora enfrentamos uma queda no consumo. Toda vez que isso acontece, começamos a olhar para onde podemos ganhar competitividade. O nosso produto tem uma característica muito interessante: não temos problemas sanitários de acesso aos mercados. Podemos vender laranja para praticamente qualquer país do mundo. O principal desafio são as barreiras tarifárias", afirmou.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de laranja, com 13,5 milhões de toneladas, concentrando grande parte da produção e da industrialização no Estado de São Paulo. O País também lidera a produção e a exportação de suco de laranja, com 1,032 milhão de toneladas produzidas e 973 mil toneladas exportadas.
A safra 2026/27 foi reestimada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em 263,15 milhões de caixas para São Paulo e Triângulo/Sudoeste de Minas Gerais, volume 3,1% acima da previsão inicial, em virtude das chuvas.
O número, porém, ainda representa redução de cerca de 10% em relação às 292,9 milhões de caixas da temporada anterior. As chuvas elevam peso e tamanho dos frutos, mas podem reduzir o brix e o rendimento industrial, além de dificultar a colheita.
Aviso