Sete pesquisas desenvolvidas na Faculdade de Estudos Sociais da Universidade Federal do Amazonas foram aceitas para apresentação oral no XXVIII Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente, um dos principais congressos do país na área, promovido pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP. O evento ocorre em São Paulo, entre 30 de novembro e 4 de dezembro, e reúne parte dos trabalhos à parceria recém-firmada entre a faculdade amazonense e o novo mestrado em Economia Aplicada da própria Ufam.
Os temas escolhidos pelos pesquisadores amazonenses atravessam economia, meio ambiente e desenvolvimento regional. Um dos estudos propõe formas sustentáveis de reaproveitar o caroço do açaí, hoje descartado de forma inadequada em cidades amazônicas, enquanto outro analisa o uso de tokenização de ativos e tecnologia blockchain como alternativa para financiar o desenvolvimento econômico da região. Há ainda um trabalho que examina, a partir de dados do Censo 2022 do IBGE, a cobertura arbórea urbana de Manaus, hoje em torno de 44,8% da área da cidade, e outro que avalia os possíveis impactos de uma nova regulação ambiental europeia sobre produtores de cacau do Amazonas e do Pará.
Outras quatro pesquisas tratam de desigualdades e indicadores públicos no estado. Um dos trabalhos compara o acesso ao abastecimento de água potável no Amazonas com o de outros estados brasileiros, com base em indicadores nacionais de saneamento, e outro relaciona a capacidade fiscal dos municípios amazonenses ao desempenho educacional medido pelo Ideb, numa série que cobre a última década. Um terceiro estudo cruza dados climáticos e fiscais para entender como variações hídricas afetam as contas públicas municipais.
A seleção reúne estudantes de diferentes etapas da formação acadêmica, de graduandos de Ciências Econômicas a mestrandos, incluindo uma pesquisa construída em parceria com o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas. A professora responsável por parte das orientações destaca que a aprovação simultânea de sete trabalhos num congresso internacional de peso nacional reforça a produção científica da universidade sobre problemas concretos da realidade amazônica.
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