Os candidatos ao Governo do Amazonas Roberto Cidade e Maria do Carmo se envolveram em um confronto direto durante o debate eleitoral realizado nesta terça-feira (22). A discussão teve início quando Cidade trouxe à tona a passagem da adversária pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), insinuando que sua saída do órgão estaria ligada a um caso de corrupção envolvendo um desembargador posteriormente afastado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O candidato também cobrou explicações sobre a origem do patrimônio da família de Maria do Carmo, alegando que ela buscaria o cargo "a qualquer preço" e que devia satisfações à população.
Em resposta, Maria do Carmo negou ter sido exonerada do tribunal, afirmando que atuava em um gabinete, e rejeitou qualquer insinuação de irregularidade. Sobre o patrimônio, disse que sua renda tem origem no trabalho como professora, citando os próprios alunos como fonte de seus recursos.
A tensão do debate cresceu quando Cidade voltou as críticas para o empresário Wellington Lins de Albuquerque, marido de Maria do Carmo, alegando que ele já teria sido preso e que a candidata deveria esclarecer o episódio ao eleitorado.
Maria do Carmo negou categoricamente a informação, classificando-a como falsa e acusando o governo estadual de espalhar mentiras sobre adversários políticos. Cidade, por sua vez, rebateu dizendo que a candidata recorreria a esse tipo de declaração apenas para angariar votos, e cobrou que ela apresentasse propostas concretas em vez de discursos vazios.
A troca de farpas entre os dois candidatos foi um dos pontos de maior tensão do debate, concentrando-se em temas como a trajetória profissional de Maria do Carmo, a origem do patrimônio de sua família e o histórico do marido. Enquanto Cidade sustentou as acusações de corrupção, exoneração irregular e prisão, todas foram integralmente negadas pela candidata durante a transmissão.
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