Um levantamento divulgado nesta semana mostra o tamanho do problema dos golpes digitais no Brasil: 16,5 milhões de pessoas perderam dinheiro para criminosos nos últimos 12 meses, somando um prejuízo de R$ 21,2 bilhões. A perda média por vítima ficou em R$ 1.287, e apenas duas em cada dez pessoas conseguiram recuperar o valor, total ou parcialmente. Os dados combinam duas pesquisas recentes sobre o tema: uma da aliança internacional que monitora fraudes digitais e outra do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha.
O WhatsApp aparece como o canal mais usado pelos golpistas para o primeiro contato, citado em 64% dos casos, à frente de ligações telefônicas comuns, e-mail, Instagram e YouTube. Já quando o critério é como a vítima foi efetivamente abordada, o telefone lidera com 53% das menções, seguido de perto pelos aplicativos de mensagens instantâneas, com 49%. Entre as táticas mais comuns estão criminosos se passando por funcionários de banco, anúncios falsos de compras pela internet, promessas de emprego ou dinheiro fácil e até o golpe do "sósia", que usa voz ou rosto clonados por inteligência artificial para enganar familiares e amigos da vítima.
O estudo também revela que quase um terço da população adulta do país já foi vítima de algum golpe digital, e que boa parte dos casos nem chega a ser formalmente denunciada. Somente em 2025, foram registrados mais de 346 mil casos de estelionato digital no Brasil. A recomendação de especialistas e órgãos de defesa do consumidor é sempre a mesma: nunca informar senha, código de segurança ou dados bancários por telefone ou WhatsApp, desconfiar de contatos inesperados sobre prêmios ou pendências financeiras e encerrar a ligação ou conversa ao menor sinal de pressão para decidir rápido.
Para o consumidor amazonense, o alerta é redobrado: golpes aplicados por telefone e por aplicativos de mensagem têm crescido em todo o Brasil, e o Amazonas não está fora dessa estatística. Em caso de suspeita de fraude, a orientação é contatar imediatamente o banco pelos canais oficiais, registrar boletim de ocorrência e denunciar à Polícia Civil, à Anatel ou ao Procon, dependendo da natureza do golpe.
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