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Defesas de João Paulo Cunha e Luiz Gushiken falam nesta quarta-feira

Na sequência do julgamento da Ação Penal 470, o processo do chamado mensalão, estão previstas para esta quarta-feira (8/8) as sustentações orais dos réus José Roberto Salgado (defendido pelo advogado Márcio Thomaz Bastos), Vinícius Samarane (advogado José Carlos Dias), Ayanna Tenório (advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira) , João Paulo Cunha (advogado Alberto Zacharias Toron) e Luiz Gushiken (José Roberto Leal de Carvalho).

As defesas dos três ex-executivos do Banco Rural deve repetir os argumentos formulados pelo advogado de Kátia Rabello, de que o Ministério Público desconsiderou provas que atestam a veracidade dos empréstimos concedidos em favor das empresas de Marcos Valério e do PT. A defesa de Ayanna Tenório deve lembrar também que a ré foi designada para a vice-presidência de suporte operacional e que antes de ingressar no Banco Rural, em 2004, jamais havia trabalhado em uma instituição financeira, tendo sua atuação limitada a à área de recursos humanos e estratégia organizacional. Nunca coube à ré controlar ou ordenar a realização de operações financeiras ou de crédito da instituição, tendo partcipado, institucionalmente, em apenas duas renovações de empréstimo, de 2004, ao comparecer à reunião do comitê de crédito do banco.

 O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o deputado federal e ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, deve também criticar o Ministério Público por desconsiderar que provas periciais atestam a veracidade do contrato de prestação de serviços entre a SMP&B Propaganda e a Câmara dos Deputados na época em que o deputado presidia a Câmara. João Paulo Cunha é acusado de receber R$ 50 mil reais do grupo de Marcos Valério para favorecer a SMP&B num contrato com a Câmara. Contanto, o advogado deve trazer ao plenário a informação de que não foram encontrados indícios de prestação fictícia de serviços.

Um dos dois réus dos quais o Ministério Público pediu absolvição por falta de provas, o ex-secretáriode comunicações da presidência no governo Lula, Luiz Gushiken é defendido pelo advogado José Roberto Leal de Carvalho, que não deve ter trabalho para derrubar as acusações contra seu cliente. Gushiken também foi acusado de desviar recursos do fundo Visanet entre 2003 e 2004 para beneficiar o grupo de Marcos Valério.

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