NOVA YORK, 15 Jul (Reuters) - Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa ICE recuaram nesta quarta-feira, voltando a se aproximar das mínimas de duas semanas, em meio a uma pausa nas chuvas excessivas associadas ao El Niño no Brasil, principal produtor, enquanto os contratos futuros de cacau subiram.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto fechou em queda de 0,2%, a 14,85 centavos por libra-peso, após atingir a mínima de duas semanas na segunda-feira.
* Operadores afirmaram que as condições climáticas no Brasil têm estado favoráveis nas últimas semanas, permitindo o avanço da colheita. As chuvas de monção na Índia, segundo maior produtor, também melhoraram, embora continuem abaixo da média.
* No entanto, os preços mais altos da energia e a decisão do Brasil de aumentar a mistura obrigatória de etanol na gasolina estão limitando as perdas da commodity.
* "O açúcar tornou-se atraente. A crescente alocação de cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil, as restrições à exportação na Índia e os riscos climáticos em toda a Ásia contribuíram para uma perspectiva significativamente mais positiva", afirmou a Vontobel em uma nota.
* O contrato futuro de açúcar branco fechou em queda de US$14,20, ou 3,1%, a US$449,20 por tonelada métrica.
CACAU
* O contrato de cacau da ICE de Londres fechou com alta de £34, ou 0,8%, a £4.363 por tonelada, após ter subido até 5% no início do dia.
* O contrato registrou alta de 20% em negociações voláteis na semana passada, após uma onda de capital especulativo em busca de investimento, bem como o efeito do El Niño, terem afetado o cacau e o café.
* No entanto, as chuvas excessivas associadas ao El Niño na África Ocidental -- principal região produtora -- diminuíram por enquanto, aliviando os temores do mercado quanto a danos à safra da próxima temporada.
* Enquanto isso, o mercado aguarda os dados de moagem da Europa e da América do Norte do segundo trimestre, com divulgação prevista para quinta-feira, que devem mostrar uma recuperação geral na demanda pelo ingrediente do chocolate.
* O contrato de cacau de Nova York subiu 1,3%, para US$ 5.883 a tonelada.
CAFÉ
* O café arábica fechou com alta de 0,65 centavo, ou 0,2%, a US$3,2675 por libra-peso, tendo subido até 6% durante o pregão de terça-feira, mas fechando em baixa, já que as negociações continuam voláteis.
* As chuvas excessivas associadas ao El Niño no Brasil, principal produtor de café, diminuíram recentemente, permitindo o avanço da colheita, embora ainda abaixo da média.
* A cooperativa brasileira Cooxupe informou que seus produtores haviam colhido 38,6% da safra de 2026 até 10 de julho, ficando aquém dos 49,3% registrados no ano anterior.
* A Sucafina, empresa de comercialização de commodities agrícolas, afirmou que as vendas dos produtores brasileiros serão fundamentais para determinar a próxima direção do mercado.
* "Os diferenciais dos cafés brasileiros caíram, e será fundamental observar se algum desses diferenciais resultará no envio do café para a bolsa como estoques certificados", afirmou a empresa em uma nota aos clientes.
* "A reconstituição do estoque certificado será um importante fator de estabilização para este mercado, que considera os estoques nos destinos precariamente baixos."
* O café robusta subiu 1,6%, para US$ 3.911 a tonelada.
(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)




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