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Ataque de drones ucranianos deixa 13 mortos e 48 feridos em cidade russa a 1.200 km da fronteira

Autoridades do Tartaristão dizem que ofensiva atingiu instalações industriais e civis em um dos principais polos de refino de petróleo da Rússia; entre os mortos há uma criança

Um ataque com drones ucranianos atingiu nesta segunda-feira (10) a cidade russa de Nizhnekamsk e deixou 13 mortos, entre eles uma criança, além de 48 feridos. Os números foram divulgados por autoridades do Tartaristão, república russa onde fica o município. Segundo a assessoria do líder local, Rustam Minnikhanov, a ofensiva foi descrita como massiva e atingiu tanto instalações industriais quanto áreas civis. Os alvos específicos não foram informados, e o governo ucraniano não se manifestou sobre o caso.

Com cerca de 240 mil habitantes, Nizhnekamsk é um dos principais polos de refino de petróleo da Rússia, com duas refinarias e uma unidade petroquímica em operação. A cidade fica a aproximadamente 1.200 quilômetros a leste da fronteira com a Ucrânia — distância que ilustra o alcance dos drones de longo alcance desenvolvidos pela indústria ucraniana, que já chegaram a atingir pontos na Sibéria, a cerca de 2.000 quilômetros do limite entre os dois países.

Instalações ligadas ao setor petrolífero russo têm sido alvo quase diário nos últimos meses. A campanha reduziu a capacidade de refino da Rússia, provocou escassez de combustíveis e ampliou o desconforto da população. Para o presidente Volodimir Zelenski, a estratégia é justamente pressionar Vladimir Putin a negociar o fim da invasão, que já dura mais de quatro anos. Em publicação nas redes sociais no domingo (9), ele afirmou que cada ataque russo terá resposta e que a guerra será sentida cada vez mais dentro do próprio território russo, atribuindo a continuidade do conflito à recusa de Moscou em encerrá-lo.

Do outro lado, a Rússia mantém bombardeios frequentes contra a Ucrânia com mísseis, bombas planadoras e drones, atingindo áreas civis e provocando milhares de vítimas, conforme registros das Nações Unidas. Também nesta segunda-feira, o escritório europeu da Organização Mundial da Saúde informou que um de seus armazéns na região de Dnipro, no centro do país, foi atingido duas vezes em menos de 24 horas. Os ataques destruíram suprimentos de emergência estimados em cerca de US$ 500 mil, destinados a unidades de saúde na linha de frente. Não houve feridos.

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