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BCE defende que governos da zona do euro não reduzam requisitos de capital dos bancos

Reuters
BCE defende que governos da zona do euro não reduzam requisitos de capital dos bancos
BCE defende que governos da zona do euro não reduzam requisitos de capital dos bancos

FRANKFURT, 4 Mai (Reuters) - Os governos da zona do euro não devem reduzir os requisitos de capital dos bancos, pois isso pouco contribuiria para estimular o crédito enquanto a demanda estiver fraca e o ambiente repleto de riscos, disse nesta segunda-feira a supervisora-chefe do Banco Central Europeu, Claudia Buch.

Os parlamentares da União Europeia estão analisando opções para aumentar a competitividade dos bancos da zona do euro, que ficam atrás de seus rivais norte-americanos nos mercados internacionais.

Dirigindo-se aos ministros das Finanças da zona do euro, Buch argumentou que os bancos precisam de posições sólidas de capital e liquidez para enfrentar riscos que vão da guerra do Irã e suas consequências econômicas até os problemas nos mercados privados e os ataques cibernéticos.

"Atualmente, os bancos têm capital suficiente para emprestar à economia, mas os riscos elevados, a menor tolerância ao risco e a fraca demanda por empréstimos estão impedindo que a oferta de crédito se expanda mais rapidamente", disse ela em comentários preparados para uma reunião com o Eurogrupo, que reúne ministros das Finanças do bloco.

"Nessa situação, a redução dos requisitos de capital pode simplesmente resultar em maiores distribuições aos acionistas, em vez de mais empréstimos para empresas e famílias."

Ela reiterou os apelos de longa data do BCE para que se estabeleça uma garantia de depósito comum e se eliminem os obstáculos regulatórios entre os países que impedem o livre fluxo de liquidez e capital.

Quanto ao papel do próprio BCE, Buch repetiu que os supervisores "tratariam as fusões nacionais e internacionais da mesma forma".

Seus comentários foram feitos no momento em que o banco italiano UniCredit estava tentando assumir o controle do Commerzbank, da Alemanha, em meio à forte oposição do governo de Berlim.

(Reportagem de Francesco Canepa)

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