NOVA YORK, 25 Jun (Reuters) - Os contratos futuros do cacau na bolsa ICE atingiram novas máximos de cinco meses nesta quinta-feira, impulsionados pelas preocupações de que as condições climáticas do El Niño possam reduzir a produção da safra 2026/27, enquanto o açúcar bruto registrou alta.
CACAU
• O cacau de Londres fechou em alta de £179, ou 4,8%, a £3.932 por tonelada métrica, após atingir uma máxima de cinco meses de £4.014.
• "As preocupações com o El Niño, as previsões de atrasos nas próximas safras principais da Costa do Marfim e de Gana, bem como a suspensão das vendas a termo para 2026/27 pelo órgão regulador do cacau da Costa do Marfim, têm sustentado os preços", afirmou a corretora StoneX.
• No entanto, limitando os ganhos, os operadores afirmaram que o cacau continua tecnicamente sobrecomprado, com os participantes do mercado cada vez mais incertos quanto a novos ganhos no curto prazo.
• O Citi informou que estava liquidando uma posição comprada que mantinha no cacau para realizar lucros, mas acrescentou que continua "altista" em relação ao mercado e poderia reabrir uma posição comprada em caso de recuo.
• O Rabobank, no entanto, afirmou estar "baixista", pois ainda prevê um excedente na safra 2026/27 e considera os prêmios de risco relacionados ao El Niño um pouco supervalorizados.
• O contrato de cacau de Nova York subiu 5,5%, para US$5.247 por tonelada.
CAFÉ
• O café arábica fechou em queda de 0,8 centavo, ou 0,3%, a US$2,764 por libra-peso, após atingir na quarta-feira uma máxima de quase seis semanas de US$2,8480 por libra-peso.
• As recentes chuvas relacionadas ao El Niño no Brasil, principal produtor, causaram alguns problemas de qualidade e retardaram o andamento da colheita.
• A Cooxupé, principal cooperativa cafeeira do Brasil, informou que seus produtores haviam colhido 20,1% da safra de 2026 até 19 de junho, em comparação com 24,3% no ano anterior.
• "O mercado continua dividido entre fundamentos restritos no curto prazo e uma perspectiva mais flexível no médio prazo. Mantemos a opinião de que os preços ficarão sob pressão à medida que a grande safra brasileira chegar aos mercados de destino", afirmou o Rabobank.
• O café robusta subiu 1,6%, para US$3.662 a tonelada.
AÇÚCAR
• O açúcar bruto fechou em alta de 0,13 centavo, ou 1%, a 13,55 cents por libra-peso, após ter atingido, mais cedo, a mínima de dois meses registrada na segunda-feira, de 13,26 cents.
• Os preços mais baixos da energia continuam a pesar sobre o açúcar, aumentando a possibilidade de que mais cana seja utilizada para produzir o adoçante, em vez do etanol como biocombustível.
• Por outro lado, o clima quente e seco na Europa pode estar prejudicando a beterraba sacarina, enquanto as chuvas de monção abaixo do normal na Índia -- segundo maior produtor -- também podem reduzir a produção no país.
• Os corretores também observaram que mais chuvas estão chegando às áreas de cana no Brasil, prejudicando a colheita.
• O preço do açúcar branco ficou praticamente inalterado, a US$444,70 a tonelada.(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)




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