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Canal britânico remove programa "Casamento à Primeira Vista" após reportagem da BBC

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Canal britânico remove programa "Casamento à Primeira Vista" após reportagem da BBC
Canal britânico remove programa "Casamento à Primeira Vista" após reportagem da BBC

Por Muvija M

LONDRES, 19 Mai (Reuters) - A emissora britânica Channel 4 removeu todas as temporadas anteriores de "Casamento à Primeira Vista" -- um de seus principais reality shows -- na segunda-feira, após uma reportagem da BBC detalhando alegações de estupro durante as filmagens da série.

O Channel 4, uma emissora de propriedade pública, mas financiada comercialmente, disse que lançou uma análise sobre o bem-estar dos colaboradores no programa, que é feito pela empresa de produção independente CPL, em abril.

Duas mulheres disseram à BBC News que foram estupradas durante as filmagens, enquanto uma terceira descreveu uma alegação de ato sexual não consensual. Todas elas disseram que o programa não fez o suficiente para protegê-las, afirmou a BBC.

A reportagem citou advogados da CPL dizendo que seu sistema de bem-estar era "padrão ouro" e que havia agido adequadamente em todos esses casos.

Alex Mahon, presidenta-executiva do Channel 4 entre 2017 e 2025, disse que se tratava de "alegações muito sérias e preocupantes", e que a emissora havia iniciado as investigações com razão.

Ela afirmou a um comitê de parlamentares na terça-feira que as alegações e os incidentes foram levados muito a sério e os protocolos de dever de cuidado avançaram o tempo todo, mas dada a gravidade das alegações "sempre vale a pena dar uma nova olhada".

Em relatório de 2024, o Channel 4 disse que o programa liderou suas paradas de streaming naquele ano. Foram 10 temporadas transmitidas em seus canais principais e em sua plataforma de streaming.

O programa, no qual estranhos são combinados por especialistas e "se casam" à primeira vista, faz parte de uma franquia internacional em vários países, incluindo Estados Unidos e Austrália.

O Channel 4 disse que em abril foram apresentadas "sérias alegações" de irregularidades contra um pequeno número de colaboradores anteriores, alegações que "entendemos que esses colaboradores negaram".

O Ministério da Cultura, Mídia e Esporte do Reino Unido afirmou que as alegações devem ser investigadas "com a total cooperação dos envolvidos".

"Todos que trabalham e participam da televisão devem ser tratados com dignidade e respeito em todos os momentos. Seu bem-estar e segurança são fundamentais", disse um porta-voz.

O órgão de vigilância da mídia Ofcom informou que examinaria o resultado da análise do Channel 4.

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