MOSCOU, 18 Mai (Reuters) - A situação em torno da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, controlada pela Rússia, está chegando a um "ponto sem retorno" devido ao aumento dos ataques ucranianos na área, disse o chefe da corporação nuclear estatal russa Rosatom nesta segunda-feira.
A gerência russa instalada na usina nuclear, a maior da Europa com seis reatores, disse que as forças ucranianas atacaram a instalação pelo terceiro dia consecutivo.
"Estamos nos aproximando cada vez mais do ponto de não retorno, e toda a Europa agora precisa despender esforços para diminuir a escalada da situação em torno da Usina Nuclear de Zaporizhzhia", disse Alexei Likhachev, chefe da Rosatom, segundo a mídia russa.
"Isso é brincar com fogo e é, em primeiro lugar, perigoso para os países da Europa Oriental."
Likhachev disse que cerca de 2.600 toneladas métricas de combustível nuclear estavam na usina. A usina não gera eletricidade, mas precisa continuar funcionando para manter o combustível nuclear resfriado.
A gerência da usina, em um post no Telegram, disse que o último ataque de drones não causou ferimentos ou danos às instalações da usina, que continuou a operar normalmente.
O comunicado disse que os monitores permanentes da Agência Internacional de Energia Atômica, o órgão de vigilância nuclear da ONU, tinham visto os danos de um incidente no domingo, quando a administração da usina disse que o bombardeio ucraniano atingiu uma oficina de transporte.
A usina de Zaporizhzhia foi tomada pelas forças russas nas primeiras semanas após a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. Cada lado tem acusado regularmente o outro de atividades militares que podem comprometer a segurança nuclear.
(Reportagem da Reuters)




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