O céu de parte do Hemisfério Norte vai escurecer em pleno dia nesta quarta-feira (12), quando a Lua se posicionar exatamente entre a Terra e o Sol e provocar um eclipse solar total. A faixa em que o disco solar ficará completamente encoberto — chamada de faixa de totalidade — atravessa o extremo norte da Rússia, a Groenlândia, a Islândia e boa parte da metade norte da Espanha, além de tocar uma pequena área no nordeste de Portugal. Para a maioria dos observadores privilegiados, o momento de escuridão completa deve durar menos de dois minutos.
Fora dessa estreita faixa, o espetáculo será mais discreto: grande parte da Europa, o norte da América do Norte e o noroeste da África verão apenas um eclipse parcial, com a Lua "mordendo" um pedaço do Sol. O fenômeno começará no fim da tarde para europeus e africanos e terá duração total de cerca de quatro horas e meia, considerando todas as fases. Na Espanha, o eclipse será o primeiro do tipo visível no país em mais de um século, o que já mobiliza turistas, fotógrafos e pesquisadores.
No Brasil, porém, não haverá nada a ser observado no céu. O país está completamente fora da região atingida pela sombra da Lua, nem mesmo na área de eclipse parcial, por uma questão puramente geométrica: a umbra estará voltada para o Hemisfério Norte. Diante da circulação de boatos nas redes sociais, o Observatório Nacional veio a público esclarecer a impossibilidade da observação e anunciou uma retransmissão ao vivo pelo seu canal no YouTube, a partir do meio-dia no horário de Brasília. Agências espaciais e observatórios internacionais também devem transmitir imagens dos pontos de totalidade.
Quem quiser ver um eclipse solar total diretamente do território brasileiro terá de esperar bastante: a próxima oportunidade está prevista apenas para 12 de agosto de 2045. Antes disso, o público nacional poderá acompanhar outros eventos astronômicos, como o eclipse lunar parcial previsto para a virada do dia 27 para o 28 deste mês, visível de todo o país se o tempo permitir. Em qualquer situação, especialistas reforçam que o Sol nunca deve ser observado a olho nu ou com óculos comuns, sendo indispensável o uso de filtros apropriados.



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