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EI cometeu atrocidades em Mossul, diz ONU

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GENEBRA Um relatório divulgado ontem pelas Nações Unidas revelou que o Estado Islâmico (EI) cometeu sistemáticas violações de direitos humanos durante os nove meses da Batalha de Mossul, na qual o grupo enfrentou forças do governo iraquiano e saiu derrotado. O documento, elaborado pela Missão da ONU no Iraque (Unami) e pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, relata sequestros em massa de civis, o uso de milhares de pessoas como escudos humanos, a destruição deliberada de residências e a perseguição a moradores que tentavam deixar a cidade.

— Os responsáveis devem responder por esses crimes hediondos — afirmou o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra’ad al-Hussein, destacando as execuções de civis, o sofrimento infligido às famílias e a destruição de propriedades privadas, especialmente entre novembro de 2016 e julho de 2017.

De acordo com o relatório, pelo menos 2.521 civis morreram durante os nove meses da operação militar, incluindo 741 pessoas que foram executadas por membros do grupo extremista. Desde 2014, ano em que o EI tomou o controle da cidade no Norte do Iraque, pelo menos 74 covas coletivas foram encontradas na região. Além disso, até 26 de outubro de 2017, o Corpo de Defesa Civil iraquiano informou ter descoberto os restos mortais de 1.642 civis sob os escombros da cidade, recapturada pelo regime em julho.

Vitória importante na Síria

Ján Kubis, representante especial para o Iraque do secretário-geral das Nações Unidas, diz ter evidências de que o grupo cometeu atrocidades em massa não apenas contra os cidadãos de Mossul, mas também contra a estrutura da cidade, que foi — por muito tempo — considerada a capital do grupo no Iraque. O relatório afirma que no início de novembro de 2016, o EI usou alto-falantes para avisar aos moradores de áreas recapturadas pelas forças do regime iraquiano que elas agora eram consideradas “alvos legítimos” por terem fracassado em combater os avanços dos inimigos do grupo.

Na Síria, o Exército local, apoiado por forças russas, retomou a cidade de Deir Ez-Zor, que estava nas mãos do EI. A informação foi revelada ontem pela ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), baseada em Londres.

“Os combates terminaram e foram realizadas operações de retirada de minas”, informou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

A informação ainda não foi confirmada por fonte oficial, mas a imprensa síria havia anunciado um importante avanço do Exército na cidade, capital de uma rica província petroleira na fronteira com o Iraque.

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