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Engie quer dominar nova tecnologia na transmissão e avaliará leilão do 2º semestre, diz diretor

Engie quer dominar nova tecnologia na transmissão e avaliará leilão do 2º semestre, diz diretor
Engie quer dominar nova tecnologia na transmissão e avaliará leilão do 2º semestre, diz diretor

SÃO PAULO, 27 Mar (Reuters) - A Engie Brasil está diversificando seu portfólio de ativos de transmissão de energia com o projeto de compensadores síncronos vencido no leilão desta sexta-feira, com investimentos previstos de quase R$1,4 bilhão, disse o diretor de transmissão da companhia, Gustavo Labanca.

"O síncrono tem esse papel de gerar energia reativa para o sistema nacional, estamos olhando para a frente, o sistema nacional vai precisar de mais máquinas como essa, então é importante que a gente esteja dominando a tecnologia e crescendo nesse tipo de equipamento", afirmou o executivo a jornalistas após o certame.

Os compensadores síncronos ajudam no controle de tensão e estabilização da rede elétrica e são vistos como cruciais para reforçar a capacidade do setor elétrico brasileiro em meio a uma diversificação de fontes de geração, podendo contribuir para reduzir os cortes que afetam principalmente as usinas eólicas e solares.

A Engie foi a maior vencedora do certame, ao arrematar o projeto de compensadores síncronos no Nordeste e mais um lote para construção de novas linhas de transmissão entre Paraná e Santa Catarina.

Labanca disse ainda que a companhia vai analisar os lotes do leilão de transmissão previsto para o segundo semestre, que deverá oferecer ao mercado projetos de porte ainda maior.

"Vamos avaliar, é sempre caso a caso... Vai ser um leilão diferenciado em relação a esse, vai ter projetos muito maiores... É difícil antecipar agora, mas acredito que a gente vá estar presente, temos essa ambição de crescimento", declarou.

Mais cedo, o secretário de leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Ivo Nazareno, afirmou que o certame previsto para a segunda metade deste ano poderá ofertar projetos com investimentos totais de R$22 bilhões.

(Por Letícia Fucuchima)

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