Cristóbal Páez, gerente do PP entre 2009 e 2010, admitiu ao juiz que conduz o chamado caso Bárcenas, Pablo Ruz, que fez cobranças sem faturas em dois momentos enquanto trabalhou para o partido - uma vez por assessoria em assuntos trabalhistas e depois por gerência.
Segundo Páez, o dinheiro que cobrou sem declarar à Fazenda tinha origem em doações que o PP recebia também sem declarar. O ex-gerente do PP foi o braço direito de Luis Bárcenas entre 2004 e 2009, quando o ex-tesoureiro do partido deixou o cargo.
Em reação à reportagem do El País, o secretário-geral do PSOE, o partido socialista espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, afirmou em entrevista à rádio SER que as informações dadas por Páez "demonstram que os documentos de Bárcenas são corretos e provam que Rajoy também fez cobranças por fora".
O escândalo de corrupção surgiu após revelações de Bárcenas, que relatou ao tribunal que ele próprio operou um esquema de pagamentos a altos membros do PP que moveu dezenas de milhões de euros durante anos. Entre os beneficiados estaria

