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Infantino não tem futuro na Fifa, diz presidente de entidade que representa ligas europeias

Reuters
Infantino não tem futuro na Fifa, diz presidente de entidade que representa ligas europeias
Infantino não tem futuro na Fifa, diz presidente de entidade que representa ligas europeias

26 Ago (Reuters) - Gianni Infantino não pode ter futuro na Fifa, disse o presidente da European Leagues, Claudius Schaefer, ao enfatizar a importância de reformar o órgão que rege o futebol mundial e as responsabilidades de seu presidente.

Em entrevista ao jornal “The Athletic”, publicada nesta quarta-feira, Schaefer disse que a European Leagues, que representa 53 ligas profissionais de futebol masculino e feminino, está profundamente preocupada com a liderança de Infantino.

“Questionamos sua aptidão para continuar como presidente. Aqui na Suíça, temos uma visão privilegiada da Fifa e parece que a influência do presidente tem crescido ano após ano”, acrescentou.

“Decisões importantes são tomadas sem uma consulta significativa às partes interessadas que serão afetadas.”

Os comentários de Schaefer surgem em meio a um conflito acirrado entre os órgãos dirigentes, desencadeado pela proposta da Fifa — agora abandonada — de vender uma parcela dos direitos comerciais da Copa do Mundo.

Infantino está sob pressão de três confederações para renunciar, incluindo a Uefa, da Europa; a AFC, da Ásia, e a Concacaf, que representa a América do Norte, a América Central e o Caribe.

Os órgãos regionais que regem o esporte também discutiram uma possível moção de censura contra o presidente da Fifa.

Foram levantadas preocupações sobre o primeiro Prêmio da Paz da Fifa, concedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em dezembro, e sobre a revogação da suspensão do atacante da seleção dos EUA Folarin Balogun durante a Copa do Mundo deste ano, após um telefonema de Trump.

“A Fifa é uma associação regida pela legislação suíça e, nessa associação, existem regras. O presidente e os membros da diretoria devem exercer suas funções com cuidado. Trata-se de uma questão jurídica”, afirmou Schaefer.

“Se você toma uma decisão como essa (a do Prêmio da Paz), sem sequer informar o conselho, isso, na minha opinião, é uma violação da lei. E, além disso, durante a Copa do Mundo, todos sabemos sobre a questão do cartão vermelho."

“Foi um verdadeiro escândalo. Não consigo me lembrar de nenhuma intervenção política desse tipo relacionada a uma questão esportiva. Tais atos colocam em dúvida a integridade do esporte. É por isso que não há futuro na Fifa para Infantino. Não pode haver.”

Infantino buscará a reeleição para um quarto mandato no ano que vem e provavelmente enfrentará forte oposição, mas Schaefer disse que é mais importante redefinir o papel do presidente da Fifa do que colocar outra pessoa no cargo.

“Para nós, conseguir essas reformas é a tarefa mais importante, e elas só poderão acontecer com outro presidente”, acrescentou ele.

A Fifa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por email.

(Reportagem de Aadi Nair, em Bengaluru)

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