O Irã anunciou nesta sexta-feira, 3, que abateu um segundo caça F-35 dos EUA. De acordo com informações da agência de notícias Reuters , a mídia estatal de Teerã apontou que é improvável que o piloto tenha sobrevivido. Os Estados Unidos não confirmaram a informação.
No mês passado, os militares americanos disseram em um comunicado que uma aeronave F-35 dos EUA realizou um pouso de emergência após uma missão no Irã. Washington apontou que o piloto estava em condição estável.
O incidente ocorre em meio a diversos ataques de Teerã contra alvos no Oriente Médio, incluindo Israel e países do Golfo.
Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã, os seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), foram atacados, com danos a bases militares americanas, embaixadas dos EUA e instalações de petróleo e gás natural.
O Irã alega que precisa bombardear as bases dos EUA nestes países para responder a guerra iniciada por Washington e Israel, já que não tem a capacidade de atingir os EUA diretamente.
Ataque no Kuwait
O governo do Kuwait afirmou nesta sexta-feira, 3, que um ataque iraniano danificou uma usina de dessalinização do país.
A nação árabe declarou que o bombardeio iraniano causou "danos materiais a alguns componentes da planta" da usina.
A dessalinização fornece a maior parte da água para os países árabes do Golfo e para o Irã, transformando as águas salgadas do Golfo Pérsico em água potável para a região desértica. Cerca de 90% da água potável no Kuwait provém deste processo.
Uma refinaria de petróleo no Kuwait também foi atingida por drones. O ataque causou um incêndio em várias unidades.
Não houve relatos imediatos de feridos ou danos ambientais na refinaria de Mina al-Ahmadi após o ataque. (Com informações da Associated Press)


