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Na Via Crucis, Papa pede perdão por escândalos dentro da Igreja Católica

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  Na Via Crucis, Papa pede perdão por escândalos dentro da Igreja Católica
Na Via Crucis, Papa pede perdão por escândalos dentro da Igreja Católica
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ROMA — Enquanto liderava o serviço da Via Crucis nesta Sexta-feira Santa, o Papa Francisco pediu perdão a Deus pelos escândalos na Igreja Católica e pela "vergonha" pelo fato de a Humanidade ter tornado cada vez mais comuns as cenas de cidades sendo bombardeadas e de imigrantes se afogando.

A Via Crucis ocorreu no Coliseu de Roma, frequentado por cerca de 20 mil pessoas e protegido por uma forte segurança após os recentes ataques em cidades europeias como Estocolmo e Londres. Cerca de 3 mil policiais vigiaram a área e verificaram as pessoas quando elas se aproximavam. A estação de metrô do Coliseu foi fechada.

Francisco sentou-se enquanto uma grande cruz de madeira foi levada em procissão, parando 14 vezes para marcar os fatos ocorridos nas últimas horas da vida de Jesus desde o instante em que ele foi condenado à morte até o seu enterro.

Eventos similares, conhecidos como Estações da Cruz, aconteceram em outras cidades ao redor do mundo, nesta data em que cristãos se reúnem para lembrar a morte de Jesus por crucificação.

No final do serviço de duas horas, o Papa leu uma oração que ele escreveu, girando em torno do tema da vergonha e esperança.

No que parecia ser uma referência ao escândalo de abuso sexual da Igreja, ele mencionou a "vergonha por todas as vezes em que bispos, sacerdotes, irmãos e freiras escandalizaram e feriram seu corpo, a Igreja".

A Igreja Católica tem lutado por quase duas décadas para deixar para trás o escândalo de abuso sexual de crianças pelo clero. Os críticos dizem que mais deve ser feito para punir os bispos que acobertaram o abuso ou foram negligentes em sua prevenção.

Francisco falou, também, sobre a vergonha que sente em relação ao "derramamento diário do sangue inocente das mulheres, das crianças, dos imigrantes" e em relação ao destino daqueles que são perseguidos por causa de sua raça, status social ou crenças religiosas.

Ele falou da "vergonha por todas as cenas de devastação, destruição e afogamento que se tornaram comuns em nossas vidas".

No final deste mês, Francisco viajará para o Egito, onde tem acontecido uma série de ataques de militantes islâmicos a templos cristãos coptas, uma minoria religiosa. Dezenas de pessoas foram mortas em dois ataques no domingo passado.

Nesta Sexta-feira Santa, mais de 2 mil imigrantes que tentavam chegar à Europa foram retirados do Mediterrâneo em uma série de resgates dramáticos, e uma pessoa foi encontrada morta. Este ano, mais de 650 morreram ou desapareceram enquanto tentavam atravessar o mar em botes de borracha.

Francisco expressou a esperança "de que o bem triunfará apesar de sua aparente derrota".

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