CARACAS — No domingo de manhã, um grupo de militares tomou o Forte Paramacay, em Naguanagua, após divulgar uma mensagem nas redes sociais na qual, armados com rifles, anunciavam que se opunham à “tirania assassina” do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e que pediam um governo de transição para terminar com a crise social e econômica que a Venezuela vive.
“Bom dia e bençãos para toda a Venezuela. Quem fala é o comandante Juan Caguaripano, comandante da operação David Carabobo (...). Nos declaramos em rebelião legítima, unidos mais do que nunca, com o bravo povo da Venezuela para ignorar a tirania assassina de Nicolás Maduro.”, disse Caguaripano.
Com esta frase começava a mensagem que em pouco tempo se tornou viral. Foi a segunda vez, em menos de dois meses, que agentes das forças bolivarianas se rebelaram contra o chavismo. O caso anterior aconteceu no fim de junho, quando o oficial Óscar Pérez roubou com outras policiais um helicóptero para atacar o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ).
- Desde às 5h da manhã houve enfrentamentos na Brigada Blindada 41º. Duas pessoas morreram.
- Juan Caguaripano, o capitão da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que comandou a rebelião, é procurado pelo governo desde 2014 por rebelião militar e traição à pátria.
- Jesús Suárez Chourio, comandante geral do Exército, ordenou o aquartelamento dos militares no estado de Carabobo.
- Os chavistas asseguram oito homens foram detidos por ligação ao ataque.
- Moradores da zona do Forte Paramacay manifestaram seu apoio ao levante, mas as forças de segurança de Maduro reprimiram a manifestação com gás lacrimogêneo.
- Vladimir Padrino López, ministro da Defesa, qualificou a situação como um ato terrorista.
- A Força Armada Nacional indicou que os rebeldes eram delinquentes civis portando fardas militares junto a um primeiro-tenente em situação de deserção.

