Por Elizabeth Piper e Sarah Young
LONDRES, 16 Mar (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse na segunda-feira que o Reino Unido não se envolverá em uma guerra mais ampla no Irã, mas trabalhará com aliados em um "plano coletivo viável" para reabrir o importante Estreito de Ormuz, embora tenha reconhecido que essa não seria uma tarefa simples.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou duramente Starmer por não ter apoiado inicialmente os ataques israelenses e norte-americanos contra Teerã e disse no fim de semana que Reino Unido, China, França, Japão e Coreia do Sul deveriam enviar navios de guerra à região para reabrir a hidrovia.
Starmer disse em uma coletiva de imprensa que a reabertura do estreito é a única maneira de estabilizar os mercados de energia e que ele estava conversando com aliados na Europa, no Golfo e nos EUA sobre um plano para garantir a liberdade de navegação. Ele afirmou que não seria uma missão liderada pela Otan.
O premiê também definiu o primeiro apoio financeiro para as famílias britânicas como resultado do conflito, um pacote de 53 milhões de libras (US$70,30 milhões) para os mais vulneráveis que dependem de combustível para aquecimento depois que seu custo aumentou devido ao conflito.
"Em última análise, temos que reabrir o Estreito de Ormuz para garantir a estabilidade do mercado (de petróleo). Essa não é uma tarefa simples", disse Starmer aos repórteres.
"Portanto, estamos trabalhando com todos os nossos aliados, inclusive nossos parceiros europeus, para elaborar um plano coletivo viável que possa restaurar a liberdade de navegação na região o mais rápido possível e aliviar o impacto econômico."
Cerca de um quinto do petróleo global e do gás natural liquefeito normalmente passa pelo estreito, uma passagem estreita de água entre Irã e Omã. O fechamento efetivo do estreito por Teerã fez com que os preços do petróleo subissem para mais de US$100 por barril.
Starmer disse que, embora o Reino Unido esteja "tomando as medidas necessárias para defender a nós mesmos e a nossos aliados, não seremos arrastados para uma guerra mais ampla".
Questionado sobre qual seria a contribuição do Reino Unido após ter trazido de volta, neste mês, seu último caça-minas da região, ele reiterou que o país já possuía sistemas autônomos de detecção de minas na área.

