Por Michael Church
ARLINGTON, Texas, 14 de julho (Reuters) - O espanhol Rodri deu uma aula de como jogar no meio-campo contra a França nesta terça-feira, marcando o tão esperado retorno ao desempenho que lhe rendeu a Bola de Ouro de 2024, ao liderar uma atuação imponente da equipe de Luis de la Fuente que a levou à final da Copa do Mundo.
Vinte e dois meses após romper o ligamento cruzado do joelho em uma dividida com Thomas Partey, quando defendia o Manchester City contra o Arsenal na Premier League, o jogador de 30 anos encontrou o momento perfeito para voltar a atingir o nível de desempenho que tinha antes da lesão.
“Passo a passo, mais um passo adiante”, disse Rodri após a Espanha vencer por 2 x 0 e garantir uma vaga em sua primeira final desde a conquista do título em 2010. “A equipe está eufórica. É a segunda vez que chegamos a uma final, e precisamos manter a calma e descansar um pouco.”
Os sinais de que Rodri está voltando ao patamar que foi tão fundamental para o domínio do City no futebol inglês e europeu durante e após a temporada 2022/23, quando o clube conquistou a Tríplice Coroa, foram ficando cada vez mais visíveis ao longo do torneio.
Mas foi nesta terça-feira que Rodri jogou da maneira que mais lembrou as atuações que lhe renderam uma sequência invicta que quebrou o recorde mundial, de fevereiro de 2023 a maio de 2024, quando ele ficou 74 partidas consecutivas sem perder pelo City de Pep Guardiola.
Ele foi o eixo central de uma atuação da Espanha que frustrou e sufocou uma seleção francesa que se esperava que brilhasse com seu talento ofensivo.
Ao contrário, foi Rodri quem dominou, formando um triângulo defensivo inquebrável com Aymeric Laporte e Pau Cubarsí para negar a Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise o tempo e o espaço que procuravam nas áreas centrais para incomodar o goleiro Unai Simón.
O goleiro espanhol pouco teve que trabalhar porque Rodri, com frequência, neutralizou o perigo muito antes que ele surgisse, roubando a bola dos pés de Dembélé ou levando Mbappé repetidamente a becos sem saída.
A frustração francesa ficou evidente desde o início, com o técnico Didier Deschamps sendo forçado a substituir o ineficaz Adrien Rabiot no intervalo, em uma tentativa frustrada de recuperar o controle do meio-campo.
A distribuição de Rodri, por sua vez, manteve a França na defensiva, virando o jogo para os laterais Marc Cucurella e Pedro Porro, tudo isso enquanto percorria mais de 12,5 km em uma atuação que levou a Espanha de volta à final.
“Dadas as características das duas seleções, sabia-se que uma era mais explosiva e a outra mais voltada para a posse de bola”, disse Rodri. “O apoio dos laterais – de toda a equipe – foi sensacional.”
(Reportagem de Michael Church)



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