O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira, 11 que o governo de seu país transmitiu "suas propostas ao lado americano" em referência ao conflito em curso com a Rússia. Em um pronunciamento tratado do estágio atual da guerra, o líder indicou que os "Estados Unidos podem ajudar a fortalecer nossa defesa - primordialmente por meio da defesa aérea - e exercer pressão sobre a Rússia para que seus planos mudem: de prolongar a guerra para preparar o seu encerramento".
Zelensky acusou ainda a Rússia por uma série de ataques no país. Segundo ele, a cidade de Zaporizhzhia foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, mísseis Zircon e bombas aéreas guiadas. "Foi um ataque brutal, calculado para causar o máximo de danos, especialmente à infraestrutura civil. Infelizmente, até o momento, seis pessoas foram mortas e dezenove ficaram feridas na cidade", disse.
"Em Kiev, um ataque com mísseis danificou um prédio de um hospital de doenças infecciosas e estabelecimentos comerciais. O terror com drones continua praticamente todos os dias em nossas comunidades na linha de frente. Em Kherson e Kharkiv, subestações foram atingidas durante a noite, causando cortes de energia", afirmou. Além de mísseis, mais de 120 drones foram usados contra a Ucrânia, a maioria deles drones a jato "Shahed", segundo o presidente.
"Cada passo dado pela Rússia - o aumento da produção de mísseis balísticos, a importação de equipamentos norte-coreanos, os preparativos para a mobilização - tudo isso demonstra que Moscou está se preparando não para a paz, mas para a escalada. E o mundo precisa reagir agora, não esperar. Mais sanções, especialmente contra empresas que financiam a guerra da Rússia, mais assistência para a defesa aérea da Ucrânia - tudo isso é necessário para dar uma chance à paz", disse o líder.



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