Manaus/AM - A polícia confirmou, nesta sexta-feira (19), que Edy Claudia Oliveira Alves, 41, dona de uma choperia em Manaus, foi assassinada a mando do próprio marido Sulivan Ferreira Maia, 46. O crime ocorreu na frente da casa dela, na rua Dibo Felipe, no bairro Presidente Vargas, na zona centro-sul, e antes acreditava-se que era um assalto.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil Bruno Fraga, a polícia inicialmente tratou o caso como um latrocínio (roubo seguido de morte). "Após o trabalho investigativo da DRFD nós tivemos a elucidação e chegamos diante de um feminicídio. O mandante do crime seria o companheiro da vítima, houve uma interlocutora que também tinha ligação com esse companheiro", explicou.
Os outros dois suspeitos de ajudarem no crime foram identificados pela polícia como Elielson da Silva Campos, 24, e Nuzilene Marues Albuquerque, 39, que é amante de Sulivan. Conforme o delegado titular da Delegacia Especializada De Roubos, Furtos e Defraudações (DRFD), Thomaz Vasconcelos, Elielson é o motociclista que aparece no vídeo atirando na vítima.
"Ele cometeu o crime dissimulando um roubo seguido de morte, mas na verdade o intuito dele era executar a Edy Claudia a mando do seu marido [Sulivan]. Ele [marido] pagou a quantia de R$ 10 mil para que ele executasse, inclusive de forma muito cruel, às vésperas do final de ano, na presença da filha, da sobrinha e de um neto", disse. "Ele confessa que no momento da execução a arma deu pane, ele efetuou o primeiro disparo, percebeu que ela ainda estava com vida, quando efetuou mais dois disparos. Ele só terminou quando viu que ela havia tombado no carro, ou seja, estava sem vida", completou.
Segundo Vasconcelos, após o atirador confirmar que Edy estava morta, ele pegou um valor de R$500 que estava na bolsa da vítima e fugiu em seguida.
A segunda envolvida no crime, Nuzilene, apontada como amante de Sulivan, foi quem ajudou nos trâmites para o pagamento do atirador. "Para que não ficasse nenhum rastro, Nuzilene ficou encarregada de arrumar uma pessoa pra quem seria repassada esse valor, para ser depositado na conta do matador", explicou.
Ainda conforme o delegado, Sulivan alegou que estava em processo de divórcio com a esposa Edy, e por não querer dividir seus bens, resolveu mandar matar a esposa.

