Manaus/AM – Dois homens, ambos de 27 anos e que não tiveram as identidades divulgadas, foram presos durante uma operação policial realizada nos bairros Monte das Oliveiras, na zona norte, e Redenção, na zona centro-oeste da capital. A ação investiga a prática de crimes de extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro, supostamente ligados a um esquema de agiotagem. Segundo a polícia, o grupo atuava principalmente na zona leste de Manaus e seria liderado por um homem identificado como Giovane.
De acordo com a polícia, o suspeito utilizava ameaças e violência para cobrar dívidas. Em um dos casos, após emprestar cerca de R$ 6 mil a uma vítima, ele teria ido até a residência da mulher armado para exigir não apenas o valor original, mas também a transferência de um bem avaliado em aproximadamente R$ 30 mil. “Ele buscou essa vítima e, armado com um revólver calibre .38, fez ameaças graves para tentar ampliar o lucro da extorsão”, afirmou o delegado Jorge Arcanjo, um dos responsáveis pela investigação.
As apurações indicam ainda que o grupo utilizava contas de terceiros para movimentar valores ilícitos. “Ele se aproveitava de pessoas endividadas ou em situação vulnerável para usar essas contas como laranja, fazendo transferências em cadeia para dificultar o rastreamento do dinheiro”, explicou a polícia. Um dos presos teria atuado justamente nesse esquema de “conta de passagem”, movimentando cerca de R$ 20 mil ao longo de 2025.
Durante a operação, os agentes apreenderam um revólver calibre .38, além de pequenas porções de maconha e ecstasy. “O material foi encontrado na residência e também com o suspeito no momento da abordagem”, informou a corporação, acrescentando que há indícios de reincidência em ocorrências anteriores envolvendo arma de fogo e drogas.
A polícia informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e a eventual existência de financiadores do grupo. “Ainda estamos aprofundando para entender toda a cadeia criminosa e o alcance dessas operações financeiras”, concluiu um dos investigadores.




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