Manaus/AM – A família da servidora do Tribunal Regional do Trabalho, Silvanilde Ferreira, morta a facadas dentro do apartamento onde morava na Ponta Negra, se manifestou sobre a decisão da Justiça de conceder habeas corpus ao vigilante Caio Claudino, 26, suspeito de ser o autor do crime.
Em nota divulgada pela filha da vítima, Stephanie Veiga, a família lamentou com revolta a decisão: “Recebi na data de hoje, uma notícia inaceitável e é com extrema tristeza e indignação a notícia de que fora concedida a liberdade ao assassino da minha mãe.
Em sua decisão, a Desembargadora alega que o assassino está preso há mais de 10 meses e esse excesso de prazo seria motivo para colocá-lo em liberdade, porém, creio que fora levada a erro pela defesa do acusado, uma vez que o processo só não tem andado em razão dos inúmeros pedidos feitos por esta, alegando não ter como apresentar a resposta à acusação em razão de diligências imprescindíveis. Como podem eles mesmos atrasarem o processo e isso ser argumento para colocar o assassino em liberdade? Onde está de fato a justiça?
Ele praticou um crime bárbaro, por motivo vil - subtrair bens da minha mãe de forma tão cruel - e não pode de nenhuma forma ser considerado alguém apto a estar em liberdade, transitando em meio a pessoas de bem, como se não tivesse cometido um crime hediondo.
Não consigo aceitar como justa uma decisão que deixa à solta uma pessoa considerada um assassino, colocando em risco a vida de outras pessoas inocentes e de bem que agem dentro da lei, assim como a minha mãe que sofreu tamanha crueldade de forma indefesa”.
Caio foi preso dias depois do crime e chegou a confessar o assassinato, mas 10 dias depois voltou atrás e alegou nunca ter estado no apartamento de Silvanilde.
No primeiro depoimento, ele afirmou que havia matado a servidora para roubar objetos de valor a fim de comprar drogas.

