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Saiba como funcionava esquema de dupla que divulgava fotos íntimas de mulheres em Manaus

Saiba como funcionava esquema de dupla que divulgava fotos íntimas de mulheres em Manaus
Saiba como funcionava esquema de dupla que divulgava fotos íntimas de mulheres em Manaus

Manaus/AM - Douglas Gustavos Guimarães Campos, 22, e Paulo Victor Repolho, 24, presos sob suspeita de extorquir e vender fotos íntimas de mulheres em um grupo de aplicativos de mensagens contaram à polícia detalhes de como o esquema funcionava.

Segundo o delegado Antônio Rondon, Douglas contou que um hacker que mora em São Paulo conseguia violar os telefones das vítimas e roubar as fotos após enviar links ou fotos como 'iscas' paras as vítimas. Assim que a pessoa clicava no link dava acesso ao conteúdo do celular ao invasor. 

Em seguida, Douglas fazia o contato com as mulheres,  por meio de uma rede social fake e ameaçava divulgar as imagens caso elas não pagassem pelo material. O valor cobrado chegava até R$ 1 mil. Foto: Divulgação

 A polícia, porém, desconfia da versão e acredita que o hackeamento era feito pelo próprio Douglas, por meio do envio de links, imagens, mensagens e outras ferramentas que eram enviadas para os números das mulheres como uma forma de “isca”. 

Para o delegado, Douglas possui conhecimento técnico para isso, já que administra duas grandes páginas em redes sociais que juntas somam mais de 600 mil, além de grupos em app de mensagens.

Ele mantinha também um site com as fotos, que só poderiam ser vistas na íntegra após o pagamento mínimo de uma taxa de R$ 50.  Foto: Divulgação

Além disso, o delegado enfatiza que Douglas também criou outro site onde as fotos eram postadas como se as vítimas estivessem se oferecendo para programas sexuais. Em seu depoimento, a mulher de 22 anos que denunciou Douglas e Paulo Victor à polícia, contou que dias antes das fotos serem divulgadas em um grupo com mais de 200 mil pessoas, um perfil fake entrou em contato com ela por uma rede social.

Foto: Divulgação

Nas mensagens, enviadas supostamente por Douglas, o homem afirmava ter imagens íntimas dela e exigia dinheiro para não fazer a divulgação. A princípio, a jovem achou que se tratava de um blefe e bloqueou o perfil.

Dias depois, conhecidos lhe informaram que as fotos estavam circulando em grupo que vendia conteúdo pornográfico. As imagens eram lançadas com emojis e só eram liberadas explicitamente para aqueles que pagavam por elas.

No grupo, administrado por Douglas, a chave PIX pelo qual os pagamentos deveriam ser feitos era de Paulo Victor. Conforme o delegado, em dois dias de golpes, a dupla arrecadava cerca de R$ 2.500. 

As investigações agora continuam para saber se há outros envolvidos no esquema criminosos e quantas vítimas eles podem ter feito.

Antônio ainda ressalta que as pessoas que adquiriram as imagens podem responder criminalmente se foram pegas compartilhando os conteúdos.

 

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