O Rio de Janeiro marca nesta quinta-feira, 5 de novembro, os 200 anos da inauguração do prédio que abrigou a Academia Imperial de Belas Artes, instalada definitivamente em edifício próprio no dia 5 de novembro de 1826. A construção, projetada pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, foi inaugurada pelo próprio Dom Pedro I e se tornou um dos marcos da arquitetura neoclássica na então capital do Império.
A instituição, porém, é mais antiga que o edifício: nasceu do decreto de 12 de agosto de 1816, que criou a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, embrião da futura Academia. Foi só dez anos depois, com a conclusão da sede própria no centro da cidade, que a escola passou a funcionar de forma definitiva sob o nome de Academia Imperial de Belas Artes.
Ao longo do século XIX, a Academia foi a primeira escola de artes desse tipo no Brasil e teve papel central na formação de pintores, escultores e arquitetos nacionais, servindo como um dos principais instrumentos do projeto cultural de Dom Pedro II para consolidar uma identidade artística brasileira. Sua influência se espalhou por escolas de arte de outras regiões do país ao longo das décadas seguintes.
Com a Proclamação da República, a instituição passou a se chamar Escola Nacional de Belas Artes e, em 1931, foi incorporada à Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje, dois séculos depois daquela inauguração, a antiga Academia sobrevive como Escola de Belas Artes da UFRJ, ainda sediada no Rio de Janeiro.
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