Um novo golpe voltado a quem compra pela internet tem preocupado autoridades de defesa do consumidor. Criminosos conseguem adulterar o QR Code do Pix — ou a opção "copia e cola" — exibido na página de pagamento de lojas virtuais, fazendo com que o dinheiro do cliente vá parar na conta de um terceiro golpista em vez de cair na conta da loja de verdade.
Na prática, a vítima finaliza a compra normalmente, escaneia o código ou cola o texto do Pix e confirma o pagamento acreditando que está tudo certo. O problema é que o código exibido foi trocado, seja por invasão do site, por um link falso ou por um aplicativo malicioso, e o valor sai da conta do comprador sem nunca chegar ao vendedor. Resultado: o produto não é enviado e o lojista legítimo também não recebe nada, ficando os dois lados prejudicados.
A orientação das autoridades de proteção ao consumidor é redobrar a atenção no momento de pagar: antes de confirmar qualquer Pix, é preciso conferir no aplicativo do banco não apenas o valor da cobrança, mas também o nome e o CNPJ de quem vai receber o dinheiro, verificando se correspondem mesmo à loja ou à instituição de pagamento usada no site. Pagamentos direcionados a uma pessoa física ou empresa sem nenhuma relação com a compra são um forte sinal de fraude e devem ser recusados na hora.
Quem perceber que caiu nesse golpe deve contatar o banco imediatamente para contestar a transação pelo Mecanismo Especial de Devolução, sistema que hoje permite prazo de até 80 dias para tentar reaver o valor pago indevidamente. É importante também guardar prints de tela, comprovantes e todas as trocas de mensagem com a loja e com o banco, já que esses registros ajudam a comprovar a fraude durante a análise do caso.
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