Desde o início de outubro, o Pix por aproximação deixou de ter um valor máximo fixo por transação. A função, que usa a tecnologia NFC para aproximar o celular de uma maquininha sem precisar digitar nada, existia desde fevereiro de 2025 com um teto de R$ 500 por pagamento. Agora, por instrução normativa do Banco Central publicada em junho e que entrou em vigor neste mês, cada cliente passa a poder definir seu próprio limite diretamente no aplicativo do banco, desde que o valor da compra caiba no limite geral já configurado para a conta.
Na prática, para ajustar o limite é preciso entrar no aplicativo do banco, procurar as configurações do Pix, acessar o gerenciamento de limites e solicitar o valor desejado, seguindo a autenticação exigida por cada instituição. O procedimento varia um pouco de banco para banco, mas o caminho costuma ser parecido.
A mudança também trouxe um alerta de segurança. Com a liberação de valores mais altos, cresce o risco de perdas em casos de celular furtado ou roubado enquanto a tela ainda está desbloqueada, já que a aproximação dispensa senha em muitos aparelhos. Há também o risco, menos comum, de maquininhas adulteradas desviarem o valor da transação para contas fraudulentas sem que o cliente perceba na hora.
Por isso, a recomendação de instituições financeiras e especialistas em segurança digital é conferir sempre o valor exibido tanto na maquininha quanto no celular antes de aproximar o aparelho, manter o bloqueio de tela sempre ativo, nunca entregar o celular desbloqueado a terceiros, acompanhar as notificações de pagamento em tempo real e revisar periodicamente o limite configurado — reduzindo-o, inclusive, fora de ocasiões em que valores mais altos sejam realmente necessários.
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