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Status e consumo de ferro nas doenças inflamatórias intestinais

- A deficiência de ferro é comum em pacientes com doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Chron e a colite ulcerativa, por conta da perda protéica e de sangue no trato gastrointestinal em episódios inflamatórios e por baixa ingestão de ferro, principalmente pela diminuição do consumo de alimentos integrais ricos em fibras e que normalmente são fortificados com ferro. Pacientes nessa condição são mais sensíveis aos suplementos orais de ferro e muitas vezes a melhor indicação é a dose de ferro intravenosa. As quantidades adequadas de ferro e sua disponibilidade podem ser diferentes nessa população comparadas as pessoas isentas da mesma. É possível que modificações e recomendações dietéticas sejam alteradas a fim de melhorar a absorção desse nutriente. Estudos demonstraram que pacientes com essas doenças apresentaram menor consumo de vitamina C e fitatos, o que é ruim já que a vitamina C melhora a absorção do ferro. Os pesquisadores ressaltam que a deficiência de ferro nesses pacientes está mais relacionada à dieta dos mesmos, mas que a suplementação de ferro ou a fortificação dos alimentos com esse mineral em excesso podem comprometer a qualidade de vida desses pacientes, pois podem competir com outros minerais como o zinco e, aumentar o potencial oxidativo via reação de Fenton levando a um aumento de radicais livres e de estresse oxidativo. Referência: POWELL, J.J. et al. Iron status is inversely associated with dietary iron intakes in patients with inactive or mildly active inflammatory bowel disease. Nutrition & Metabolism, v.10, n.18, 2013. Por Joyce Rouvier

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