Apesar de dizer que não dispõe de recursos para investir em setores como o de feiras e mercados de Manaus, o prefeito Amazonino Mendes fez valer sua força no Legislativo para aprovar o projeto que cria a Fundação Municipal de Inclusão Socioeducacional – FMDS, que vai administrar entre outros projetos, o Bolsa Universidade. Com isso foram criados 24 cargos e mais quatro funções.
De acordo com o projeto enviado para a Câmara Municipal de Manaus, até o final deste ano a Fundação vai consumir quase R$ 1 milhão - R$ 934 mil para ser exato, sendo R$ 700 mil com pessoal e mais 234 mil no sistema operacional. “É um projeto trabalhado para criar cargos, nos moldes das secretarias dos Bairros e da Mulher, também criadas na atual administração”, destacou o vereador e vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara, Waldemir José (PT).
A vereadora Socorro Sampaio (PP), relatora do projeto, destaca que seu voto favorável deve-se ao fato que de que isso irá possibilitar que mais pessoas tenham acesso a uma bolsa de estudos para cursos o ensino superior. “Com a Fundação será possível buscar recursos no setor privado e assim beneficiar mais jovens de baixa renda”, destacou a vereadora.
Na avaliação do vereador petista, não haverá transparência sobre os gastos da Fundação, principalmente em um projeto de relevância como é o Bolsa Universidade, que tem o objetivo de criar oportunidades para que jovens de baixa renda possam fazer um curso superior em escolas particulares. Atualmente 13 instituições de ensino participam do programa.
Mesmo quando administrado por uma secretaria municipal, os gestores do programa foram acusados de beneficiar pessoas que não atendiam os critérios exigidos para ter aceso a uma bolsa de estudo, integral ou parcial.
