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Estado do Amazonas vive sua maior crise. Ajuste pode resultar em demissão de servidores

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Por Coluna do Holanda
22/06/2017 às 01h47 — em Coluna do Holanda
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 A  situação de crise do Estado do Amazonas  foi pela primeira vez tema de discussões na Assembleia Legislativa. Não era sem tempo. Os deputados de um modo geral fazem vista grossa a um problema que impacta a vida dos servidores, dos empresários e dos trabalhadores de um modo geral. 

Mas o debate é salutar. É o início de uma reação ao imobilismo, à falta  de visão administrativa  e de consciência critica do atual governo.

Governo interino, mas governo. Provisório, mas governo.  Temporário, mas governo,  portanto com a autoridade e a responsavbilidade de atuar com firmeza , no sentido de pelo menos atenuar a crise  e preparar o Estado  para ser entregue sem traumas ao governador que será eleito em agosto próximo.

Não dá para impedir o pior  - já é grande a  perda na arrecadação e escandalosa a falta de recursos para abastecer , por exemplo, os hospitais de produtos básicos - mas dá para o atual governador assumir a postura que se espera dele - agindo no interesse público. 

O interesse  público é o interesse do cidadão, é  o interesse do Estado. Deveria ser o interesse do governador, que precisa se ater exclusivamente a este interesse. Ou será responsabilizado  pelo  caos para onde está sendo conduzido  o Amazonas. 

ESTADO INSOLVENTE

Segundo o deputado Sidney Leite (Pros), a economia do Estado do Amazonas caminha para a insolvência, colocando em risco as promoções dos policiais civis e militares, o pagamento dos funcionários terceirizados e o enquadramento do plano de cargos e salários para os servidores da educação.

BOMBA VAI EXPLODIR

Solidário a Sidney Leite, o deputado Dermilson Chagas (PEN) afirma que a situação de insolvência “é uma bomba com efeito retardado que explodirá certamente nas mãos do governador-tampão depois de 6 de agosto”.

DEFESA DO GOVERNADOR

A propósito das manifestações de Sidney e Dermilson ontem na Assembleia Legislativa, o deputado Augusto Ferraz (DEM) saiu em defesa do governador interino David Almeida (PSD): “Dizem que o Estado está quebrado, mas quem o quebrou ? Foi o David ? Ou foi o escândalo da Maus Caminhos ?”

CORTES NA CARNE

Em meio ao fuzuê envolvendo a debacle financeira do Estado ontem na Aleam, David Almeida ligou para um deputado e comunicou a realização de um estudo de cortes que atingirão órgãos importantes da máquina administrativa estadual.   

EDUARDO BRAGA, O MAIS RICO?

A declaração de bens do senador  Eduardo Braga (PMDB), candidato ao governo, revelou valores bem acima dos demais candidatos: R$ 30 milhões. Mas talvez tenha sido a mais sincera. Não foi uma simples declaração de bens. Braga anexou sua declaração do imposto de renda. 

NOVO TUCANO

O Dulcila Festas e Convenções, na Zona Oeste de Manaus, será o palco vip da solenidade, marcada para esta quinta-feira, que sacramentará a passagem do vice-prefeito de Manaus Marcos Rotta para o PSDB de Arthur Neto.

RENÚNCIA SUSPEITA

O deputado Dermilson Chagas (PEN) está exigindo da Sefaz os nomes das empresas beneficiadas pela renúncia fiscal de R$ 6 bilhões por parte do governo do Estado. “Onde há fumaça, há fogo”, diz o parlamentar, desconfiando de ilícitos.

TCE COM MENOS GRANA

O deputado Serafim Corrêa (PSB) apresentou ontem, na Aleam, emenda ao orçamento do Estado que diminui em um ponto percentual a receita anual do TCE-AM e eleva, na mesma proporção, os recursos da Defensoria Pública do Estado.

RENÚNCIA FISCAL EXAGERADA

Deputados resolveram debater ontem a renúncia fiscal do governo, da ordem de 6 bilhões, segundo o presidente do TCE, Ari Moutinho. Entre ataques e defesa ao ex José Melo, e até ao atual governador David Almeida, os discursos primaram pela hipocrisia.

Ficou evidente o ‘faz de conta que eu não vi’, quando a maioria apoiou e aprovou as decisões do governo que resultaram nessa renúncia. Não houve sequer um mea culpa. 

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Em defesa de Melo saiu o líder do governo Sabá Reis, que disse que ele não merecia ‘um coice’ de um tribunal que aprovou suas contas, apenas com algumas ressalvas.

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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