A ausência do governador Roberto Cidade do debate da Band não foi surpresa, mas provocou reações. O prefeito de Manaus, Renato Júnior, que não é candidato, fez duras críticas ao governador, a quem acusou de "covarde".
Do lado de Cidade, uma nota, atribuindo a ausência a "uma estratégia dos adversários para transformar o encontro em "um palanque de ataques ao seu governo".
Mas o debate aconteceu de forma civilizada, com alguns raros atropelos, como o da candidata Maria do Carmo (PL), ao se queixar que não teve apoio dos governos para concluir o Hotel Tropical, como se a obra não fosse privada, e que eventual aporte de recursos públicos não significasse desvio de finalidade, arranjos de conveniências privadas em detrimento do interesse da sociedade.
A ausência de Cidade não influiu no debate. Mas deu a Omar Aziz, Maria do Carmo, David Almeida e Isael Munduruku argumentos para acusá-lo de "fujão". Menos uma fuga. Uma clara estratégia do governador que optou por analisar o comportamento dos contendores do outro lado da tela.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.




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