Entre os estados brasileiros com dados publicados pelo Anthropic Economic Index, o Pará tem a maior proporção de conversas com IA classificadas como automação, quando a ferramenta executa a tarefa sozinha em vez de apenas apoiar quem pediu: 54,36% do uso no estado se enquadra nessa categoria, contra 51,18% na média nacional. A parcela de conversas de apoio, chamada de aumento pelo próprio levantamento, fica em 45,64% no Pará, abaixo dos 48,82% do país.
A criação de conteúdo e a redação de textos concentram 31,25% dos pedidos feitos por usuários paraenses, a maior fatia entre os estados com dados no levantamento, à frente de tarefas de desenvolvimento de software (13,89%) e de apoio a estudos (12,67%). No recorte por profissão, as tarefas mais associadas ao uso de IA no estado são as de Computação e Matemática (24,24%), seguidas por Artes, Design e Mídia (15,88%) e Instrução Educacional (11,9%).
O levantamento não informa quantas pessoas usam IA no Pará nem se o uso está crescendo, já que reúne apenas um retrato de um período recente das conversas analisadas. A própria metodologia do Anthropic Economic Index recomenda cautela: a proporção de automação descreve o estilo das conversas, não indica se algum posto de trabalho está sendo substituído pela ferramenta.
Na prática, os números sugerem que, no Pará, quem recorre à IA tende a delegar a tarefa por completo com mais frequência do que a média brasileira, principalmente em pedidos de texto, o que pode significar economia de tempo para quem produz conteúdo, atende clientes ou prepara material de aula no estado.



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