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Alistamento feminino voluntário nas Forças Armadas começa hoje

Alistamento feminino voluntário nas Forças Armadas começa hoje
Alistamento feminino voluntário nas Forças Armadas começa hoje

A partir de hoje, 1º de janeiro de 2025, mulheres a partir dos 18 anos poderão se alistar voluntariamente nas Forças Armadas brasileiras. Até o ano passado, as Forças Armadas só recebiam mulheres em seus quadros a partir dos cursos de formação de suboficiais e oficiais.

Inicialmente, serão disponibilizadas 1.465 vagas, divididas entre o Exército (1.010), a Marinha (155) e a Aeronáutica (300). O processo, que segue até 30 de junho, terá uma fase voluntária, mas, uma vez realizada a incorporação, o serviço se tornará obrigatório, com as mesmas condições dos militares do sexo masculino.

Atualmente, as mulheres representam cerca de 10% do efetivo das Forças Armadas, com 37 mil integrantes. O ministro da Defesa, José Múcio, destacou a importância histórica da participação feminina, citando a combatente Maria Quitéria, que integrou o exército durante as guerras de independência do Brasil, no século XIX, quando ainda não era permitida a presença das mulheres. Múcio também ressaltou que o alistamento feminino abrirá caminho para um aumento significativo da participação feminina nas Forças Armadas.

O recrutamento será realizado em etapas, incluindo alistamento geral, seleção complementar, designação e incorporação. As candidatas passarão por entrevistas, exames clínicos e testes físicos, e poderão escolher a Força que desejam integrar, embora a disponibilidade de vagas e as exigências de cada Força sejam fatores determinantes. As mulheres serão incorporadas como marinheiros-recrutas, soldados ou soldados de segunda classe, e terão benefícios como remuneração, auxílio-alimentação e licença maternidade.

As vagas estarão distribuídas por 28 municípios em 13 estados, além do Distrito Federal. A previsão do Ministério da Defesa é que, no futuro, 20% das vagas do serviço militar sejam destinadas a mulheres. Hoje, elas já atuam em áreas como saúde, ensino e logística, e podem ingressar em áreas combatentes por meio de concursos específicos. O objetivo é dar mais oportunidades para que as mulheres participem ativamente das Forças Armadas.

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