A rede social X, de Elon Musk, foi liberada para operar no Brasil após 39 dias de suspensão, em meio a um longo impasse com o Supremo Tribunal Federal (STF). A liberação ocorreu após a empresa pagar uma multa de R$ 28,6 milhões e nomear um representante no país, conforme exigido pela legislação brasileira. O desbloqueio, por sua vez, repercutiu na imprensa internacional.
O jornal americano 'The New York Times' classificou o resultado como uma "derrota para Musk", destacando que a plataforma perdeu um mês de negócios em um dos seus maiores mercados.
Já a 'BBC' e a 'CNBC' também repercutiram o retorno, apontando que a empresa precisou ceder às exigências da Justiça brasileira. Na sua publicação, a BBC deixou claro que o empresário "passou meses depreciando Moraes, comparando-o ao vilão do cinema Voldemort, chamando-o de juiz 'falso' e descrevendo 'a tirania maligna de Moraes".
Já o periódico francês "Le Monde", ressaltou que o caso ocorreu após uma “enxurrada de desinformação online relacionada à campanha eleitoral de 2022”, e tratou o caso como um embate entre a liberdade de expressão versus a responsabilidade corporativa. “Moraes está envolvido em um impasse com Musk, o homem mais rico do mundo, há meses por causa de uma enxurrada de desinformação online relacionada à campanha eleitoral de 2022 no Brasil”, escreveu o periódico.
A suspensão havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, após o não cumprimento de regras relacionadas à moderação de conteúdos e ao combate à desinformação nas eleições de 2022.



